BARREIRO – ‘Nem mais uma!’

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A palavra de ordem gritada pelas ruas do Barreiro pretendeu alertar para os problemas de violência contra as mulheres em Portugal, numa manifestação organizada na tarde deste sábado pelo movimento de cidadãos «Acção Contra Violência de Género-Barreiro».

A concentração teve lugar junto ao Tribunal do Barreiro, que há quinze anos não tem atendido às sucessivas queixas de mulheres contra o «monstro do Barreiro», Bruno Miguel Costa, embora no último ano, depois de um internamento compulsivo, tenha o tenha condenado a manter-se afastado dos concelhos do Barreiro e da Moita.

A acompanhar os manifestantes, que envergavam t-shirts brancas com o logotipo da ACVGB,, estiveram o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Frederico Rosa, e os vereadores Rui Braga (PS) e Bruno Vitorino (PSD).

Antes de iniciar-se a marcha até ao parque Catarina Eufémia,, quatro mulheres leram o poema «Hoje recebi flores», num momento emotivo para todos os presentes, em memória das mulheres assassinadas.

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No Parque Catarina Eufémia houve lugar a uma homenagem às 25 mulheres assassinadas em 2017 com rosas vermelhas, e discursos protocolores, além de testemunhos das jovens que foram atacadas por Bruno Miguel Costa, mas também de uma mãe que perdeu dois filhos às mãos do mesmo assassino, e que deixou duras críticas ao facto de o poder político não conseguir defender as mulheres da violência, nem as crianças que muitas vezes são retiradas às famílias de forma brutal pelas entidades.

«A luta contra a violência sobre a Mulheres é uma luta diária, na nossa família, na nossa rua, no nosso bairro – em todo o lado» pode ler-se na página da ACVGB. «Vinte e cinco, 25, mulheres assassinadas (femicídeo) em 2017, muitas outras na dor do silêncio ou da fuga. As vítimas de violência não são protegidas, têm de fugir de casa com os filhos e os agressores, muitas vezes em liberdade!

No Barreiro não nos calamos nem paramos na denúncia destes crimes e da lentidão e também das decisões dos Tribunais. – e todos sabem que o chamado “monstro do Barreiro” continua em liberdade, agora em outro lugar.

Qualquer agressor em liberdade é sempre um perigo para a comunidade onde está, e neste caso em particular, um perigo para as mulheres – foram mais de 10 anos de agressões, espancamento, e de silêncio no Barreiro!».

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