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Associação de Profissionais das Artes Cénicas lamenta atrasos na entrega de apoios na Cultura

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A Plateia – Associação de Profissionais das Artes Cénicas lamentou hoje o atraso na atribuição dos apoios aos trabalhadores da Cultura, alertando para que “não basta anunciar”, quando dois meses depois o dinheiro “não chegou a ninguém”.

“Não basta anunciar as medidas, e muitas vezes anunciá-las várias vezes, é preciso que elas cheguem o mais depressa possível às pessoas. O que temos é que foram anunciados apoios em 14 de janeiro, específicos para a Cultura, e nenhum deles chegou ainda a ninguém”, afirmou hoje a presidente da direção da Plateia – Associação de Profissionais das Artes Cénicas, Amarílis Felizes, em declarações à Lusa.

Em 14 de janeiro, a ministra da Cultura, Graça Fonseca, anunciou, no âmbito das medidas de resposta à crise provocada pelas restrições decretadas no âmbito da pandemia da covid-19, várias medidas especificas para o setor, incluindo um apoio extraordinário aos artistas, autores, técnicos e outros profissionais da Cultura, no valor único de 438,81 euros, referente a um Indexante dos Apoios Sociais (IAS).

Na quinta-feira, em Conselho de Ministros, o Governo aprovou “o reforço dos mecanismos de apoio no setor da cultura, prevendo-se o alargamento, de um para três meses, do apoio extraordinário aos artistas, autores, técnicos e outros profissionais da cultura”.

Segundo a ministra da Cultura, hoje, em conferência de imprensa, este apoio será pago nos meses de março, abril e maio, especificando assim o prolongamento por três meses, anunciado na quinta-feira.

Para a Plateia, “é muito grave” que este apoio, “anunciado para um período de confinamento, que começou em 15 de janeiro, só chegue às pessoas no final de março”. “Ou seja, mais de dois meses depois, tendo em conta a situação grave destas pessoas, de carência económica, que já fomos conhecendo durante este [último] ano”, afirmou Amarílis Felizes.

A dirigente da Plateia salientou que a associação “valoriza que este apoio se prolongue por mais dois meses”, algo que “seria de esperar tendo em conta que o confinamento também se prolongou”.

Além dos apoios já anunciados, a Plateia exige “medidas de apoio a quem trabalha na Cultura para o horizonte do fim das restrições”.

“O que vimos no período em que houve alguma abertura no ano passado, foi que, com as restrições, nomeadamente à lotação das salas e a muitas atividades, não houve uma retoma, de facto, da plena capacidade deste setor, e muitos trabalhadores nunca voltaram a trabalhar desde o início da pandemia”, alertou.

A atividade cultural voltou a parar em Portugal Continental em 15 de janeiro, quando foi decretado um novo confinamento generalizado.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro, António Costa, anunciou que as atividades culturais poderão ser retomadas, faseadamente, a partir de segunda-feira, dia em que podem reabrir livrarias, lojas de discos, bibliotecas e arquivos.

No âmbito do Plano de Desconfinamento, em 05 de abril podem reabrir museus, monumentos, palácios, galerias de arte e similares e em 19 de abril teatros, auditórios, salas de espetáculos e cinemas.

Também a partir de 19 de abril podem ser retomados os “eventos no exterior, sujeitos a aprovação da Direção-Geral da Saúde”. Em 03 de maio, poderão voltar a realizar-se “grande eventos exteriores e interiores, sujeitos a lotação definida pela DGS”, o que pode vir a envolver festivais.

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No ano passado, a atividade cultural encerrou em março, no âmbito do primeiro confinamento, tendo a reabertura ocorrido a partir de maio, acontecendo de forma lenta e gradual, com lotação reduzida, medidas restritivas e de higiene, e uma retração de consumo por parte dos portugueses.

“Precisamos também de ver medidas para o horizonte do fim de todas as limitações, porque sabemos que a retoma não vai ser total enquanto essas limitações [nomeadamente de lotação das salas] existirem”, afirmou Amarílis Felizes.

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