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APG/GNR acusa tutela de ignorar ‘perigo’ da profissão

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A delegação de Lisboa da Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) emitiu uma nota de imprensa na qual deixa «uma palavra de alento aos profissionais da GNR que, no decorrer das suas funções policiais, foram baleados com gravidade, havendo a morte de um cidadão a lamentar».

Nesta nota, a APG/GNR afirma que «não pode deixar passar este episódio em branco» e reitera «a necessidade de dignificar a condição policial nesta Força de Segurança».

Para a Associação «apesar de episódios como este ilustrarem o perigo e desgaste da nossa profissão, por vezes até de forma trágica e irreparável, sobretudo quando se perdem vidas ao serviço da segurança pública, continua a ignorar-se o risco que corremos, conferindo-se uma importância menor a estas funções, que são centrais, essenciais e imprescindíveis em democracia.»

As críticas vão para a falta de reconhecimento «do risco e desgaste do exercício da segurança pública», por via de «compensação remuneratória e reconhecimento legal, questionamo-nos – quais são as funções que comportem risco comparável?».

A APG/GNR aponta a necessidade urgente de «modernizar e melhorar as condições de trabalho destes profissionais, e consequentemente, incrementar o sentimento de segurança dos cidadãos».

A coordenação de Lisboa da APG/GNR lamenta ainda o facto de «o responsável pela instituição ainda não tenha vindo a público esclarecer os factos e que o Ministro da Tutela ainda não tenha tido a disponibilidade de agenda para publicamente reconhecer o risco a que diariamente os profissionais da GNR estão sujeitos e quiçá, repudiar mais este atentado ao Estado de direito democrático, que cada vez mais se aproxima de uma Timocracia».


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