A Liberdade de Abril

Esta semana, um artigo de opinião de João Merino, deputado municipal do CDS-PP Montijo

0
276
DR
Tempo de Leitura: 2 minutos

Esta semana, um artigo de opinião de João Merino, deputado municipal do CDS-PP Montijo

Há 45 anos Portugal conquistou a Liberdade e pensou ter conquistado a Democracia.

Mas foi preciso a coragem de muitos militares moderados, que derrotando a facção militar apoiada pela extrema esquerda, em 25 de novembro de 1975 puseram termo a dezoito meses de ocupações, reforma agrária selvagem, nacionalizações, agressões, discriminação e perseguição ideológica, permitindo finalmente instalar uma verdadeira Democracia e afastar definitivamente uma ditadura alternativa de esquerda. Os verdadeiros democratas sabem bem o que esse dia significou, nunca o esquecendo como o dia em que à Liberdade de Abril se juntou a Democracia.

Também aqui no nosso Montijo observamos as forças de esquerda radical, mais preocupada com a agenda política do CDS e da verdadeira oposição democrática, do que própriamente com o combate político à fação da família do PS que desgoverna o nosso Montijo sem preocupação com o déficit democrático, com a ausência de estratégia de desenvolvimento e sempre à espera e na sombra do investimento do Governo central.

Um Executivo com maioria absoluta, que em vez de governar com responsabilidade absoluta na defesa dos valores da democracia e na promoção do escrutínio dos eleitos e da aproximação dos munícipes às decisões sobre o futuro do seu Município, prefere governar usando o seu poder absoluto, atropelando as regras democráticas e onde a principal preocupação é calar aqueles que acreditam num Montijo melhor, aqueles que sabem que é possível mais, com menos, aqueles que por sentirem um assumido e verdadeiro amor à sua terra nativa ou adoptiva, não se conformam:

  • Com os milhões da Câmara no Banco e com o lixo e os buracos nas ruas.
  • Com um aumento brutal na fatura da água e uma água que muitos Montijenses continuam a não poder consumir, mas com faturas taxas e taxinhas pagas ao preço e cor do vinho Moscatel Roxo!
  • Com o adiar e/ou cancelamento de projectos estruturantes, como é o Centro escolar de Pegões, a renovação da frente ribeirinha, ou das piscinas municipais, por pura incompetência técnica.

Um Executivo Camarário que viola a correspondência da oposição, que sistematicamente atropela a constituição e as leis da democracia, para impedir a discussão de temas fulcrais para o futuro do Montijo, como são as novas delegações de competências da administração central no município, desrespeitando, inaceitávelmente, a legislação em vigor e todos os deputados da Assembleia Municipal legitimamente eleitos pelo Povo, para o principal órgão deliberativo e fiscalizador do Município.

Assumindo competências de forma cega e sem qualquer estudo prévio de viabilidade de recursos humanos e financeiros, decidindo fazer dos montijenses as cobaias de uma experiência que no Montijo tem tudo para correr mal.

Nós, que pensamos à direita, que defendemos a Liberdade, que não imaginamos a vida sem Liberdade, sem o pleno uso da nossa capacidade de escolha, da nossa vontade, das nossas preferências, olhamos este dia 25 de Abril com a esperança de que é este ano que as coisas vão mudar.

É bonito cantar a Liberdade, é bonito falar dessa palavra que enche poemas e tantos versos que Sophia imortalizou, mas mais importante é sermos capazes de a viver, sendo livres em todas as dimensões.

Como podemos ser livres não tendo emprego, não podendo aceder a serviços de saúde com qualidade e em tempo útil, vivendo num País a mais do que uma velocidade, tendo uma escola que ainda não é inclusiva e universal, onde a Cultura, em todas as suas formas de expressão é tratada sem respeito?

Não é livre, aquele que não vota. Ser livre, é ser responsável e fazer as próprias escolhas não as depositando nas mãos de outrem. Ser livre, é ser capaz de dizer com segurança, firmeza e sem medo aquilo que queremos.

Por isso, todos nós que temos memória, reflitamos sobre o que é que cada um de nós ainda pode fazer pelo nosso Planeta, pelo nosso País, pelos nossos Jovens e pela nossa terra.

25 de Abril sempre!

Mas um 25 de Abril renovado, construído a cada momento por todos, para todos e nunca contra ninguém.

DEIXE UMA RESPOSTA

Insira o seu comentário
Nome