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ZERO denuncia ameaça à Rede Natura 2000 em Sesimbra com queixa a Bruxelas

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A associação ambientalista ZERO vai apresentar mais uma queixa à Comissão Europeia sobre a aprovação de um empreendimento no Cabo Espichel e considera que « as autoridades ambientais têm-se mostrado condescendentes com a destruição dos valores naturais e a Rede Natura 2000 está de novo sob ameaça».

A ZERO já apresentou queixa à Comissão Europeia sobre os projectos já aprovados de afetação da integridade da ZEC Arrábida/Espichel do ‘Pinhal do Atlântico’ e do ‘Aldeamento Turístico do Pinhal da Prata’ e vai avançar com uma atualização da queixa a Bruxelas pelos riscos acrescidos que derivam da pretensão de instalar o recém aprovado projeto ‘Eco-hotel da ETOSOTO Cabo Espichel’ no concelho de Sesimbra, a sudoeste da Aldeia do Meco, e a ‘Operação de Loteamento do empreendimento turístico Reserva IDILUZ’ que aguarda ainda aprovação.

O empreendimento turístico Reserva IDILUZ é uma propriedade com mais de 83 hectares dentro da Zona Especial de Conservação (ZEC) Arrábida/Espichel, nas imediações do Parque Natural da Arrábida e da Zona de Proteção Especial (ZPE) do Cabo Espichel, que prevê a construção de 112 unidades de alojamento e respetivas estruturas de apoio.

Segundo a ZERO na sua página, «este é mais um projeto dentro da Rede Natura 2000 que não parece ter em devida conta que já existem mais projetos turísticos para esta área entre a aldeia do Meco e o Cabo Espichel.

Se da parte da autarquia de Sesimbra já seria de esperar o apoio a todos os projetos que possam trazer mais crescimento económico, mesmo que em detrimento da conservação dos valores naturais que constituem uma marca e são parte da identidade deste concelho, já o comportamento do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo tem de ser questionado dada a contínua apresentação e consequente aprovação de projetos imobiliário-turísticos com afetação direta de habitats sensíveis.

Na opinião da ZERO esta postura facilitadora é demonstrativa de uma clara influência dos agentes económicos junto do poder político, favorecendo de forma evidente interesses privados.»

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