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Voz ‘tramou’ assaltantes de estafetas no Barreiro

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Dois homens, com 40 anos de idade, foram condenados a prisão efectiva pelo Juízo Central Criminal de Almada, por vários crimes de roubo e condução perigosa.

Todos os factos ocorreram entre junho e julho de 2020, na cidade do Barreiro e a forma de actuar era sempre a mesma, o que levou à sua identificação e deteção.

Os arguidos, em parceria ou com outros indivíduos nunca identificados, faziam encomendas telefónicas para diversos estabelecimentos comerciais, em grandes quantidades.

Ao receberem as encomendas, abordavam os estafetas a quem ameaçavam com armas brancas, que encostavam ao corpo das vítimas, a quem retiravam os alimentos e bebidas reservados, além dos valores pecuniários que transportassem, abandonando o local.

Um dos arguidos foi reconhecido pela voz, quando repetia um pedido para a mesma empresa distribuidora, e ainda pela pela natureza da encomenda (diversas pizzas, bebidas e gelados), acabando por ser detidos pela PSP.

Os arguidos têm antecedentes também na área dos crimes contra o património, sendo que em 2017, um deles foi surpreendido a conduzir um automóvel, colocando-se em fuga pelas ruas do Barreiro, transgredindo diversas regras de trânsito, pondo em risco outros utentes da via pública, não estando habilitado legalmente para conduzir, sendo reconhecido pelos agentes policiais que lhe moveram perseguição.

Em novembro de 2019, o mesmo arguido entrou numa farmácia, tendo retirado, discretamente, um aerossol, acabando por ser reconhecido em imagens de circuito interno.

O Coletivo deu por provados, quase na íntegra, os factos vertidos na Acusação, com base em reconhecimentos pessoais e por imagens (roubos a estafetas e furto no estabelecimento de farmácia), no flagrante que culminou na detenção de ambos, e na confissão, parcial dos factos.

Desta forma, foram condenados pela prática de crimes de roubo, detenção de arma proibida e, em relação a um deles, condução perigosa de veículo, condução inabilitada e furto simples.

Um dos arguidos foi condenado a 6 anos de prisão por 9 crimes de roubo, um deles tentado, condução perigosa de veículo, detenção de arma proibida, furto simples e condução ilegal.

O Tribunal condenou o outro arguido a 2 anos e 2 meses de prisão por 2 crimes de roubo, um deles tentado, e detenção de arma proibida.

A investigação foi dirigida pelo Ministério Público do Barreiro, do DIAP da Comarca de Lisboa, coadjuvado pela PSP do Barreiro.

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