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Vitória FC desmente comentários de ‘arguido por destruição de património’, Paulo Rodrigues riposta

Vitória Futebol Clube garante realização de Assembleia Geral após instruções da DGS

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A Direção do Vitória Futebol Clube voltou a contactar com os sócios através do seu site e das redes sociais com um comunicado, em que responde a «comentários de um arguido num processo de destruição de património físico e imaterial do Clube e SAD que nos obrigam a um esclarecimento aos Sócios», referência a Paulo Rodrigues, anterior director do clube, que tem vindo a tecer vários comentários nas redes sociais.  

Na nota, é explicado que o clube recebeu em 2020 «65 lotes de terreno da Câmara Municipal de Setúbal, seu parceiro, doados com o objetivo de ajuda financeira indireta da CMS ao VFC», no entanto, até à data, foi recebida «uma única intenção de compra por valores que claramente prejudicariam o Clube, tendo sido, por isso, recusada».

Também esclarece a nota que foram recebidas propostas de «alguns potenciais investidores interessados na SAD, mas apenas para um primeiro contacto exploratório, sendo um processo que, devido ao contexto atual de pandemia e falta de informação rigorosa sobre a situação da mesma, se torna complexo e demorado».

A nota desmente que a direção do clube tenha recebido 100.000 euros «relativos a terrenos ou qualquer outra verba relativa a qualquer outra venda, conforme foi alegado em praça pública, mas sim valores superiores aportados pelos próprios Diretores, através de acordos sem datas de reembolso nem qualquer encargo adicional».

A Direção do VFC afirma ainda que «não tentou despedir ninguém, apesar de que, nesta fase, as despesas são cobertas pelas receitas apenas em 11% mas, sim, enquadrar os funcionários num regime de suspensão de contratos onde a antiguidade permanece e as entidades oficiais suportariam o vencimento dos funcionários».

A nota refere também que será realizada uma Assembleia Geral de sócios, aguardando instruções da DGS para autorizar o acto, para apresentar «a real situação aos sócios (e não através das redes sociais), o local próprio onde serão respondidas todas as questões, bem como decididas todas as consequências para os mesmos».

Por último, «todos os membros desta Direção reafirmam a sua imediata disponibilidade para voltar às bancadas se os sócios ou alguém trouxer um investidor, CREDÍVEL, que assuma e garanta o nosso futuro, pois o nosso espírito é de salvar o Vitória sem interesses pessoais, na mais difícil situação da nossa história, em que todos são convocados a ajudar e a colaborar».

«Sim, sou arguido por ter partido coisas no ‘estádio da Câmara Municipal de Setúbal»

Usando também as redes sociais, o visado no comunicado, Paulo Rodrigues respondeu a cada ponto do «até que enfim um comunicado», e aborda o termo utilizado pela Direção sobre o facto de ser arguido, contrapondo que «sim sou arguido de ter partido coisas no ‘estádio da Câmara Municipal de Setúbal’ sim , por tal paguei por isso uma multa e os prejuízos que fiz , assim como cumpri um ano de suspensão dado pelo presidente do conselho fiscal ao ponto de até terem metido fotos minhas nas entradas onde tinha o meu camarote pago que me foi retirado e sem me ter sido devolvido os 5.000€ que tinha pago pelo mesmo».

Paulo Rodrigues afirma ainda que, em relação aos 65 lotes, «as Câmaras não podem dar dinheiro ou térreos que são dos contribuintes», e acerca dos despedimentos assevera que «estão a tentar rescindir com a maioria dos funcionários pedindo-lhes que aceitem ir para a baixa médica e aceitem a suspensão dos postos trabalho», acrescentando ainda que «eu achava melhor que fossem para a baixa sim em frente à CMS, afinal todos acreditaram que a solução chamava se ‘Maria das Dores’».

Entre outros comentários, Paulo Rodrigues exige também o esclarecimento sobre «o sócio que hoje é vice presidente da vossa direção que nem sócio do Vitória era e como apareceu na direção atual como vice presidente ocupando um número de um ex-sócio que deixou de pagar as quotas».

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