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VIH/SIDA: Mulher multirracial é a terceira pessoa no mundo curada da infeção

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Foi anunciada a cura aparente de uma terceira pessoa com o vírus da imunodeficiência humana (VIH), que causa a SIDA.


Uma mulher multirracial será a terceira pessoa a ser curada do HIV, usando um novo método de transplante envolvendo sangue do cordão umbilical, o que abre a possibilidade de curar mais pessoas de diversas origens raciais do que era possível anteriormente.


O anúncio foi feito esta terça-feira e publicado no jornal norte-americano The New York Times.


O sangue do cordão umbilical é mais amplamente disponível do que as células-tronco adultas, normalmente usadas em transplantes de medula óssea e não precisa ser compatível com o receptor.


A mulher alegadamente curada, que também tinha leucemia, recebeu sangue do cordão umbilical para tratar o problema oncológico. Veio de um dador parcialmente compatível, em vez da prática típica de encontrar um doador de medula óssea de raça e etnia semelhantes à da doente.


“O fato de ela ser mestiça e ser mulher é muito importante cientificamente e em termos de impacto na comunidade”, disse o Dr. Steven Deeks, especialista em SIDA da Universidade da Califórnia, em São Francisco – EUA.


A infecção por VIH acredita-se que progrida de maneira diferente nas mulheres e nos homens, mas embora as mulheres representem mais da metade dos casos de HIV no mundo.


Atualmente, existem terapêuticas muito eficazes para controlar a infeção por VIH, mas a cura é algo que ainda está a ser estudado há décadas. Em todo o mundo, quase 38 milhões de pessoas vivem com o vírus e cerca de 73% delas estão sob tratamento.

Até agora, houve apenas dois casos conhecidos de cura de uma infecção por VIH. O “Paciente de Berlim”, Timothy Ray Brown, permaneceu livre do vírus por mais 12 anos até morrer, em 2020, de cancro.

Em 2019, outro paciente, mais tarde identificado como Adam Castillejo, foi dado como curado do HIV, confirmando que o caso de Brown não foi um caso único.


Contudo, a chave para controlar a propagação do VIH e diminuir os casos de SIDA ainda é a prevenção, evitando comportamentos de risco, como o uso do preservativo, a não partilha de escovas de dentes, objetos perfurantes, seringas e agulhas e garantir a esterilização do material utilizado para piercings e tatuagens.


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