Veterinária da DGAV Elvas não retirou animais após denúncia de maus tratos

DGAV não autorizou retirada de galgos de propriedade em Monforte

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A veterinária da Direcção Geral de Alimentação e Veterinária de Elvas que esteve na propriedade onde foram encontrados dois galgos subnutridos, rodeados de fezes e sem acesso a água, em Monforte, Portalegre, não autorizou a retirada dos animais.

A denúncia parte do IRA – Intervenção e Resgate Animal, que também lançou o alerta e um vídeo sobre a situação dos animais nesta propriedade que indicam ser da família do cavaleiro João Moura, a quem no passado já foram retirados outros galgos.

Segundo o IRA, esta veterinária «deslocou-se ao local, por ausência do veterinário municipal de Monforte. Em menos de 10 minutos deu por terminada a vistoria e abandonou o local.

O parecer? Não existem maus-tratos face aos galgos existentes na habitação.»

O IRA critica este posicionamento, frisando que «em menos de 10 minutos, a “doutora” da DGAV conseguiu realizar exames, verificar a documentação dos animais (documentação essa que não se encontrava no local naquele momento), realizar despistes à Leishmaniose e outras possíveis doenças que justificassem a condição corporal deles, etc.

Percebeu que as pilhas de dejectos no alojamento dos animais devia estar relacionada com a prática de agricultura biológica ou compostagem, negócio alternativo da família João Moura às touradas, em tempo de Pandemia.»

Os animais continuam no local, depois de ter sido garantido o acesso a água e alimentação.

o, logística e infraestruturas para fiscalizar os animais de companhia, não tendo sido dada autorização às autoridades ou aos elementos do IRA para os retirarem.

O IRA deixa ainda um agradecimento «a todos os militares da Guarda Nacional Republicana (Posto de Monforte e SEPNA de Elvas) pelo seu empenho e profissionalismo, fazendo tudo o que lhes competia e estava ao seu alcance durante as longas horas que demorou esta acção. Mas a decisão superior da DGAV prevalece!».

O Diário do Distrito contactou vários serviços da DGAV, incluindo a Divisão de Bem-Estar Animal e a Direção de Serviços de Proteção Animal, sobre este posicionamento, questionando se o exame que foi realizado pela veterinária da DGAV Elvas cumpriu todos os pressupostos e porque não foram retirados do local os animais, quando havia uma entidade disponível para os receber.

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