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Utentes denunciam filas na rua e sob sol inclemente no IPO em Lisboa

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Vídeos e fotos foram colocados a circular nas redes sociais, e mostram a situação que se viveu na passada segunda-feira no IPO de Lisboa, com dezenas de pessoas em fila a aguardarem a entrada na instituição de saúde, sem as mínimas condições de conforto, e sob elevadas temperaturas.

João Vila Verde partilhou um vídeo sobre a situação que ali se vivia, «na 2a feira dia 13/07/2020. E esta fila no IPO para fazerem análises? As condições que estas pessoas têm? Ao sol? Encostadas a baldes do lixo? Isto é uma vergonha! Mas está tudo bem no nosso país. Importante foi trazer a merda da champions para Portugal! Está tudo mal, está tudo errado!».

Já Paulo Alves Correia escreve no post que acompanha as suas fotos: «Fila hoje de manhã para análises no IPO em Lisboa. Doentes de risco, num dia de Verão com temperaturas elevadas em que a fila dá a volta ao edifício, com muitas zonas sem sombra.

Depois das análises, ainda se segue uma consulta e uma sessão de quimioterapia. Estes seres humanos têm de ter superpoderes. Os profissionais do IPO são fantásticos e não terão responsabilidade neste caso concreto mas, como é possível isto acontecer em pleno Século XXI?

Aquilo que mais me surpreendeu foi o facto de na fila em questão estarem pessoas com cancro, de várias idades, provenientes de diversos locais do País, portanto já com algumas horas de viagem e em tratamentos, muitas delas visivelmente debilitadas e ninguém pediu explicações sobre a situação. Todos na fila em “espírito de missão“ quase sussurrando para o vizinho do lado que não aguentavam o calor e o estar em pé durante horas.

Tentei falar com responsáveis mas ninguém estava disponível para esclarecer fosse o que fosse. Teria de reclamar através do livro amarelo. Entretanto, depois da minha contestação, respeitosa mas audível, “levantaram-se” finalmente mais vozes E gerou-se uma enorme confusão de pessoas que até aí estavam aparentemente em sofrimento mas em silêncio. Isto foi uma das maiores vergonhas a que já assisti. Perto da hora de almoço tiveram que colocar enfermeiras a auxiliar pessoas que começaram a desmaiar na fila. O que é isto???? Onde está a humanidade?»

Em resposta a este desabafo, um comentário refere que «infelizmente eu estava lá e a fila virava a esquerda e dava a volta ao quarteirão! Doentes oncológicos em cadeiras de rodas, outros recém-operados, idosos e todos sozinhos! Sim porque, agora por causa do COVID não se pode levar acompanhante a não ser em casos extremos!

Mas, também tenho que dizer que foi a primeira vez que vi isto acontecer no IPO e ao que consegui apurar, depois de escrever no livro de reclamações, houve um erro administrativo e marcaram centenas de pessoas para a mesma hora!».

O Diário do Distrito enviou ontem um pedido de esclarecimento ao Gabinete de Comunicação do IPO Lisboa questionando se ocorreu uma ‘sobreposição de consultas’ e que medidas irá a entidade tomar, agora que se anuncia o aumento brutal de temperaturas, para garantir o atendimento a pessoas vulneráveis com o conforto possível e cumprindo as medidas de segurança do covid19, mas ainda aguardamos resposta.

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