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Utentes da Transtejo contra encerramento do cais fluvial do Seixal

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A Comissão de Utentes dos Transportes do Seixal convocou para o final da tarde desta sexta-feira uma tribuna pública para auscultar a opiniões dos utilizadores sobre o encerramento da estação fluvial do Seixal, anunciada pela Transtejo, a partir da próxima segunda-feira.

Ao Diário do Distrito, António Freitas em representação da CUTS frisou que “achamos particularmente estranho que uma obra desta envergadura, embora já tivéssemos reclamado pela necessidade da substituição do cais, seja agora anunciada sem que se transmita qualquer informação sobre o tempo que irá demorar, e sem oferecer alternativas viáveis, porque a viagem de autocarro entre o Seixal e Cacilhas em hora de ponto demora, na melhor das hipóteses, 40 minutos a uma hora, quando de barco é de apenas 15 minutos.

O que a TT/SL propõe aos seus clientes é que utilizem os autocarros que partem daqui até Cacilhas ou a alternativa ferroviária para Lisboa, com todos os impactos que isso trás e quando temos o Governo a alertar e aplicar medidas para restringir os contactos entre as pessoas devido ao covid19.

Trata-se aqui também de uma questão de saúde pública, esta é uma carreira que serve milhares de pessoas diariamente que terão de vir aqui para apanhar um autocarro para Cacilhas ou irão sobrecarregar uma já muito débil ligação ferroviária para Lisboa.”

António Freitas criticou ainda o facto de que “a empresa nem sequer deu conhecimento disto aos órgãos autárquicos à AML, portanto fecha-se e pronto. Desconhecemos todos se existem soluções, o que está previsto e, repito, o tempo que a obra vai demorar, só ouvimos dizer que era mês e meio, mas não há qualquer informação concreta. Isto é perfeitamente insustentável e por isso exigimos que as obras sejam suspensas até ser encontrada uma alternativa viável e cómoda para os utilizadores desta ligação.”

A Comissão fez um pedido no ano passado para reunir com a administração da empresa “de forma a obter informação sobre a frota, as obras nos pontões, entre outros assuntos, mas nunca conseguimos realizá-la, porque entretanto também surgiu a pandemia de covid19”.

A tribuna pública teve intervenções de algumas utentes da ligação, todas demonstrando o seu repúdio pela situação e falta de informação, e ainda de António Santos, presidente da União de Freguesias de Seixal, Arrentela e Aldeia de Paio Pires, e Joaquim Santos, presidente da Câmara Municipal do Seixal, ambos reiterando o apoio enquanto autarcas à luta dos utentes.

O presidente da autarquia referiu ainda que teve uma reunião com a presidente do Conselho de Administração da Transtejo sobre a obra “e como é possível que não tenha sido prevista a colocação de um pontão provisório durante as obras, e exigimos também a suspensão imediata das obras até ser criada uma acostagem provisória para as embarcações, que permita a continuidade do serviço”.

Segundo o edil foi também enviada uma carta ao ministro do Ambiente, “quem tutela esta empresa, e exigimos respostas porque segunda-feira esta ligação não pode ser suspensa”.

No final da tribuna, António Freitas fez um apelo aos utilizadores para “enviarem as vossas reclamações por email à Transtejo mas também à AML – Área Metropolitana de Lisboa, entidade responsável, e ao ministério do Ambiente. Da nossa parte iremos tomar uma atitude e tudo fazer para impedir o encerramento desta ligação na segunda-feira”.

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