Rubrica

Usar ou não usar máscara, eis a questão?

O mundo está diferente. Desde que começaram a surgir casos de Covid-19 na Europa, que o pânico e o caos se instalaram. Apesar de os portugueses estarem muito agarrados à ideologia do “Ah, nós estamos no rabo da Europa. De um lado temos mar e de outro a Espanha.

Isto não vai cá chegar…”, eis que o “bicho” chegou mesmo cá em força — e não se trata de uma alusão ao êxito musical de Iran Costa: “É o bicho, é o bicho”.

O bicho chegou e com ele as dúvidas sobre como proceder perante o bicho também surgiram em catadupa. Mas uma dessas dúvidas tem sido a mais badalada e ainda continua a suscitar bastantes incertezas. Referimo-nos ao uso de máscara.

A DGS veio, em primeira instância, afirmar que as pessoas não deveriam usar máscara, pois isso podia significar uma maior propagação do bicho. Depois, a DGS veio afirmar que, só devia usar máscara quem estivesse infectado, para não contagiar outras pessoas. Agora a DGS diz que só se deve usar máscara quem tiver a necessidade de estar em espaços confinados, onde possam estar mais pessoas.

Ao fim ao cabo, o que acontece é que a DGS está a tratar este assunto como se estivesse a jogar uma partida de Ping-Pong e os cidadãos fossem a bola que anda aos saltos de um lado para o outro:

“O bicho chegou cá! Vou já comprar um quilo de máscaras!”

“Ah, espera. A DGS diz que não vale a pena usar… vou já pôr isto à venda no OLX!”

“O quê?! Afinal é para usar? Mas eu já as vendi todas… Raios!”

“Ah, boa! Afinal não é preciso!”

“Eh pá, mas andam a gozar com a malta? Agora já é para usar? Decidam-se, por Deus! Pff…”

Chegámos a um ponto em que não sabemos muito bem que medidas adoptar, tendo em conta esta espécie de bipolaridade por parte da DGS. Podemos sempre olhar para fora, mais propriamente para um país em particular, Macau, que não permite que ninguém ande na rua sem máscara e a coisa até tem corrido muito bem por lá.

Por outro lado, parecem existir pessoas que ansiavam para que este momento chegasse, para irem ao baú buscar as máscaras que só podiam usar em segredo, em casa, nas suas sessões de fetiche. Agora podem surgir na rua com essas máscaras, sem que alguém olhe de uma forma diferente porque, lá está, é normalíssimo usar-se máscara agora. Ou pelo menos, até ao próximo ataque de bipolaridade por parte da DGS…

“Enfim, é o que temos…”

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Texto escrito por Gil Oliveira e Ricardo Espada

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