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União Zoófila acusa Câmara de Lisboa de ‘represália’ e de falsear informação em cartazes

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A União Zoófila contestou a colocação de um cartaz na via pública, por parte da Câmara Municipal de Lisboa, no qual a edilidade dava a entender que iria construir um novo abrigo para animais que seria gerido por aquela associação, no Parque Urbano do Vale do Forno.

«ESTA INFORMAÇÃO É FALSA» alega a UZ na sua página do Facebook, e acrescenta: «Publicar informação falsa na via pública é crime. Manipular informação e divulga-la publicamente como propaganda eleitoral e, em simultâneo, como forma de pressão de quem é mais vulnerável é uma estratégia abusiva que a todos devia envergonhar.

Acreditamos que fazer política pode ser um trabalho sério e honesto, de cooperação genuína em prol de uma sociedade melhor e mais justa para todos: seres humanos e não humanos sencientes. Não é este o caso do outdoor da Câmara Municipal de Lisboa colocado ontem à tarde na proximidade do abrigo da União Zoófila.»

Para os responsáveis da UZ «a informação transmitida neste outdoor utiliza abusivamente o nome da União Zoófila, sem o seu consentimento, e transmite a ideia, falsa, de que foi acordada a sua relocalização, ou seja, a destruição do seu abrigo localizado em Sete Rios há 70 anos com vista à utilização dos terrenos para outros fins.

Com ele, a CML ignora e desrespeita o trabalho que a União Zoófila e centenas de voluntários com a ajuda da sociedade civil fazem há muitas décadas na cidade de Lisboa, em prol dos animais domésticos vítimas de negligência e maus tratos.»

E a UZ acusa ainda o facto de este outdoor ser «uma represália à recusa da associação em assinar um protocolo de intenções com a Câmara de relocalização do seu abrigo, sem conhecer e acordar previamente as condições físicas, funcionais e jurídicas em que a relocalização teria lugar e as condições de segurança e saúde para as pessoas e para os animais do local em questão: um aterro sanitário com infraestruturas de gás metano, de lixiviados e de proteção danificadas. E, também, porque os cerca de 600 animais que protegemos não são veículo de propaganda política» e exigiu à Câmara Municipal «a remoção imediata do outdoor».

Na sequência do ocorrido, a Provedora dos Animais do Município de Lisboa solicitou esclarecimentos à Direção Municipal de Ambiente, «uma vez que não tinha conhecimento de aceitação declarada do local e das condições propostas pela edilidade à Associação e conseguiu confirmar que, de facto, essa aceitação nunca ocorreu, reconhecendo-se razão à União Zoófila».

Também a Provedora recomenda «a retirada imediata da informação afixada em espaço público, bem como esclarecimento e pedido de desculpa públicos por parte da Câmara à Associação».


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