Setúbal

União Europeia distingue investigação do Instituto Politécnico de Setúbal

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A lista dos projetos bem-sucedidos destacados pela Comissão Europeia destacou uma iniciativa do Instituto Politécnico de Setúbal, o TESSe2b.

“O sistema desenvolvido, que dá pelo nome de Thermal Energy Storage Systems for Energy Efficient Buildings (TESSe2b), propõe uma solução para o armazenamento de energia térmica em edifícios residenciais, por recursos solares e geotérmicos, de instalação fácil e a baixo custo para o cidadão comum”, explica.

O projeto durou quatro anos, entre 2015 e 2019, com a “sobcoordenação do professor Luís Coelho, da Escola Superior de Tecnologia de Setúbal (ESTSetúbal/IPS), foi financiado pelo programa Horizonte 2020(H2020), da Comissão Europeia,com um montante de 4, 3 milhões de euros, demonstrando acapacidade do IPS para liderar, e com sucesso reconhecido, projetos europeus de relevância e em parceiras alargadas”.

O sistema TESSe2b concluiu que se pode “reduzir o consumo de energia nas habitações em pelo menos 30 por cento”, através de um estudo que envolveu “cinco instituições de ensino superior, um centro de investigação e quatro pequenas e médias empresas, em representação de oito países (Portugal, Grécia, Chipre, Espanha, Áustria, Polónia, Alemanha e Reino Unido), veio provar que, em tempos de transição energética, em que se começa a generalizar o uso de fontes renováveis nas habitações, o problema coloca-se sobretudo ao nível do armazenamento, exigindo uma solução para garantir a disponibilidade de energia sempre que ela é necessária, seja para aquecimento, arrefecimento ou produção de águas quentes sanitárias.”

Assim, “além do impacto ambiental, que se traduz na “redução dos consumos energéticas e respetivos custos, bem como no aumento da contribuição das fontes de energia renováveis para aquecimento, arrefecimento e águas quentes sanitárias”, este projeto representou igualmente, para o IPS, uma oportunidade única de“alargar a sua rede de contactos internacionais”, sem esquecer a marca que deixou na sua prática pedagógica, como realça o investigador Luís Coelho. “Este projeto em concreto, bem como outros de investigação e desenvolvimento em que o IPS tem estado envolvido, tem permitido também atualizar matérias lecionadas nas licenciaturas e mestrados relacionados e envolver estudantes e bolseiros de investigação, contribuindo assim para uma formação mais avançada e alinhada com os desenvolvimentos tecnológicos atuais e futuros”, conclui.

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