Editorial

Um país pandemónico num Estado de pandemia!

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Em janeiro tivemos uma diretora da Direção Geral de Saúde que afirmava que Portugal não iria sofrer com o vírus que surgiu em Wuhan, China; depois tivemos um ministro da Administração Interna que teimava em não fechar as fronteiras, mesmo com a Comissão Europeia a dizer para encerrar as fronteiras, mas o ministro que sabe tudo, dizia que não.

Já o primeiro-ministro envelheceu 50 anos com tudo isto, está velho e com ar de cansado, infelizmente, e a sociedade civil a interrogar-se, se o Costa consegue levar o barco a bom porto.

O ditado é muito antigo, mas aqui aplica-se bem “quem quer o que Deus não quer, há-de ser sempre o que Deus quiser”.

O desgraçado do Costa não teve mesmo sorte nenhuma, depois de tirar o poder ao Passos Coelho, no ano a seguir foi castigado com os grandes incêndios no país e passados dois anos, leva com o vírus chinês e não sabe o que virá por aí. O que podemos fazer é mesmo rezar para todos os santos que nada de mal aconteça neste país plantado à beira mar.

Mas não nos podemos ficar por aqui, e eu na última semana tenho-me interrogado muito sobre os números apresentados todos os dias nos relatórios e nas conferências de imprensa promovidas pelo ministério da Saúde e DGS, números que acredito que não estejam corretos.

Dou-vos um exemplo: Pegando nos números de Palmela, podemos ver que a lista agora traz 14 casos de pessoas infetadas, mas outras vozes mais alto se levantam e dizem que existem 30 casos de pessoas infetadas.

Se isto for verdadeiro, qual o objetivo da autoridade de saúde esconder os números reais?

Mas outras dúvidas se levantam, os primeiros mortos, que apareceram no início e cujas certidões de autopsia lhes deu uma doença de pneumonia, será que morreram mesmo disso, ou foi puro desconhecimento ou negação, para que a nossa diretora da DGS não ficasse mal na foto?

É notório, sim, temos duas pessoas que dão a cara desde o primeiro dia, Graça Freitas e Marta Temido, sim, não é fácil ter cargos de responsabilidade, mas os portugueses não merecem ser informados com transparência?

Também não deixa de ser estranho que a DGS tenha proibido as Câmaras Municipais de divulgarem os dados que recebiam, situação denunciada por Mafra e Valongo. Da mesma maneira, a DGS diz aos jornalistas que divulgar os dados por freguesia era ainda muito trabalhoso, mas esses mesmos dados eram enviados para as autarquias.

E quanto às conferências, reparem bem nos meios de comunicação a quem são permitidas as questões e o teor das mesmas…

Por fim, o Governo confinou a circulação entre concelhos durante o período de Páscoa, mas é notório que as autoridades não conseguiram travar as deslocações das pessoas para o Norte e Sul do país, sobretudo durante a noite, optando antes por mega-operações diurnas onde abordam quem se desloca para trabalhar. Exemplo disso é o balanço que a própria PSP faz a dizer que em dezenas de carros verificados apenas dois ou três não tinha razões válidas para a deslocação.

Tudo mal conduzido entre o MAI e as forças de segurança, essas esgotadas, doentes e exaustas. A questão aqui volta a impor-se: Porque não se colocam as Forças Armadas na rua? Ou essas só servem para servir comida a quem mais precisa neste momento e para montar hospitais de campanha? Então a Cruz Vermelha o que faz em estados de carência e em cenários de guerra onde a ajuda humanitária é necessária?

Sim, o país não está num estado de guerra, mas está um pandemónio que ninguém consegue segurar. As tropas não poderiam ajudar nas vigilâncias onde as autoridades policiais estão e disponibilizar essas mesmas forças de segurança para outros cenários?

Muitas questões que dão para pensar, especialmente se tivermos em conta que os nossos dirigentes máximos garantiram que os portugueses teriam sempre e total acesso à verdade dos factos.

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