Um diabo à solta chamado Coronavírus…

Mais um Espatafúrdios do Quotidiano.

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“Coronavírus” arrisca-se a ser considerada como a palavra do ano 2020, apesar de ainda estarmos no precoce mês de Fevereiro. Não se fala de outra coisa nos dias que correm.

De tal forma que até Donald Trump deve sentir ciúmes do vírus da moda, por ser mais falado do que ele próprio.

Mas a verdade é que existem realmente razões para se falar tanto deste novo vírus, que teve a sua origem em Wuhan, na China.

O número de mortos já ultrapassa os 300, e a coisa tende a aumentar cada vez mais.

Recentemente, um avião partiu de Portugal para resgatar portugueses que viviam em Wuhan. Portugueses esses que estão “internados voluntariamente” em quarentena no Hospital Pulido Valente, por um período que deverá rondar os 14 dias. Como será o dia-a-dia desses portugueses?

O Estapafúrdios do Quotidiano conseguiu chegar à fala com um desses portugueses que nos contou tudo…

– “Ora viva! Como se sente?”

– “Mal, muito mal…”

– “Pois, isso do Coronavírus deve ser muito chato…”

– “Pois, não sei, que eu não sofro disso…”

– “Ah, isso são excelentes notícias!”

– “Acha? Mais valia sofrer mesmo desse vírus, ao menos tinha uma razão plausível para passar pelos horrores que tenho experienciado desde que fui internado aqui, no Pulido Valente…”

– “Como assim? Tratam-no mal?”

– “Errr… Mais ou menos… Esta gente é muito chata e paranóica… Para começar, fazem-se acompanhar de uns fatos muito estranhos sempre que têm de interagir connosco.

Os fatos são tão intensos que até o Neil Armstrong se deve roer de inveja, por não ter um fato assim quando pisou a Lua. Aliás, os fatos são tão especiais que a Lua não é nada para eles. Aquilo são fatos para fazer jogging em Marte. Se a malta que morreu no desastre de Chernobyl tivesse um fato destes, na altura ninguém tinha falecido…”

– “Chiça… Mas deve ser necessário para prevenir a propagação do vírus.”

– “Oh, e se fosse só os fatos… Não deixam uma pessoa descansar nada. Uma pessoa não pode apanhar uma corrente de ar e soltar um espirro involuntário, que eles aparecem logo para fazer exames a tudo… A minha vida tem sido horrível aqui. Se espirro, vai de exame. Se tusso, pimba, vai de exame. Se calho a ressonar à noite, lá vem exame…”

– “Ok, concordo que deve ser chato para vocês, mas tratam-se de medidas de precaução, não acha?”

– “Acho um exagero… Mas a loucura não fica por aqui. Eles deram-se ao luxo de contratar um exorcista para tirar o vírus dentro de nós.”

– “Um exorcista? Eish, isso sim já acho um exagero.”

– “Acha? Mas olhe que há mais… Tipo, ratos…”

– “Ratos? Como assim?”

– “Sim. Ratos como cobaias.”

– “Eish! Isso já passa a barreira do exagero, podendo comparar-se com o ser-se completamente chalupa!”

– “Não digo que sim, nem que não, mas de uma coisa tenho a certeza…”

– “Ai sim? O quê?”

– “É o que temos… É aguentar firme e hirto…”

 

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Texto escrito por Gil Oliveira e Ricardo Espada

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