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Ucrânia | Desespero e fúria de Putin podem levar ao uso de armas nucleares

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Dezassete dias após a invasão das tropas russas na Ucrânia, Vladimir Putin está cada vez mais furioso e desesperado, uma vez que a ação que o presidente da Federação Russa tinha como rápida, está a demorar mais do que previsto.

A isto somam-se as crescentes sanções que o Ocidente está a impor à Rússia, a par com a falta de preparação de muitos militares russos e a resistência dos ucranianos.

«A guerra não está a correr bem a Putin», afirmou Daniela Melo, politóloga luso-americana especialista em relações internacionais que leciona na Universidade de Boston, em declarações à Lusa.

«O que nós presumimos que eram as expectativas iniciais que ele tinha, de que esta seria uma guerra rápida em que o Ocidente não se quereria envolver e em que poderia pôr rapidamente um governo em Kyiv, saíram furadas.»

O chefe do Kremlin poderá vir a endurecer os ataques de forma esmagadora. «Putin ainda não mostrou todas as suas cartas e não fez o pior», disse o especialista em relações internacionais Everett Vieira III, professor na Universidade Estadual da Califórnia, Fresno.

«O facto de que as forças ucranianas conseguiram resistir está a surpreender muita gente, e isso está também a mostrar fraquezas no exército russo.»

Perante estes factores, cresce o receio de que a Rússia passe a ataques nucleares ou recorra a armas químicas.

«Putin pode ficar tão zangado e tão descontrolado que poderá começar a usar armas nucleares táticas, cujo poder nuclear é potencialmente maior que a bomba que caiu em Hiroshima» explicou Thomas Holyoke, chefe do departamento de ciência política na Fresno State.

«Um dos problemas é que o Kremlin não pode aceitar uma derrota. Toda a situação vai escalar e escalar, daí o medo de que use armas nucleares. Ninguém sabe bem qual é o objetivo final aqui.»

Para Jeffrey Cummins, reitor interino da Faculdade de Ciências Sociais em Fresno, alguns sinais apontam mesmo para cenários catastróficos.

«Há sinais de alerta que mostram que Putin tem os olhos postos em mais que a Ucrânia. Uma delas é o facto de esta ser uma invasão total, que está a tentar tomar o controlo de todo o país.»

Por outro lado, Putin disse que via a ocidentalização da Ucrânia como uma ameaça existencial para a Rússia. «Não sei porque é que não pensará o mesmo de outros países da Europa de Leste que se tornaram mais ocidentais, alguns dos quais entraram na NATO», afirmou Cummins.

«Poderá colocar esses países na mira, porque falou de querer restaurar a antiga União Soviética e o império russo. Se esse é o objetivo último, então a invasão da Ucrânia é apenas um passo numa tentativa muito mais alargada de expandir o território da Rússia.»

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