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Tribunal Constitucional chumba apoios sociais promulgados pelo Presidente da República

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Foram consideradas inconstitucionais por parte do Tribunal Constitucional, as normas alteradas pelo parlamento que consagravam na medida do apoio no âmbito da suspensão de atividade letivas e não letivas presenciais, apoio excecional à família e medidas excecionais por redução forçada da atividade económica e de incentivo à atividade profissional. As mesmas tinham sido promulgadas por Marcelo Rebelo de Sousa.

Leia aqui o comunicado e justificações do Tribunal Constitucional:

Acórdão n.º 545/2021

O Tribunal Constitucional, reunido hoje em Plenário, apreciou e decidiu um pedido de fiscalização abstrata sucessiva da constitucionalidade da autoria do Primeiro-Ministro (Processo n.º 356/2021) que tinha por objeto diversas normas constantes das Leis n.ºs 15/2021 e 16/2021, ambas de 7 de abril, aprovadas pela Assembleia da República.

Tais normas consagraram três tipos de medidas: apoio no âmbito da suspensão de atividade letivas e não letivas presenciais; apoio excecional à família; e medidas excecionais por redução forçada da atividade económica e de incentivo à atividade profissional.

Analisadas as normas em causa, o Tribunal decidiu declarar a inconstitucionalidade:

a) Da norma alojada no artigo 3.º da Lei n.º 16/2021, por entender que ela implicava, em parte, um aumento de despesas no corrente ano económico, no quadro da apreciação parlamentar de atos legislativos, ofendendo os artigos 167.º, n.º 2, e 169.º, n.º 1, da Constituição;
b) Da norma alojada no artigo 2.º da Lei n.º 16/2021, por entender que ela implicava também, em parte, um aumento de despesas no corrente ano económico, em violação do n.º 2 do artigo 167.º da Constituição;
c) Da norma alojada no artigo 2.º da Lei n.º 15/2021, por entender que ela implicava, em parte, um aumento de despesas no corrente ano económico, no quadro da apreciação parlamentar de atos legislativos, ofendendo o artigo 167.º, n.º 2, da Constituição.

Mais decidiu o Tribunal ressalvar, nos termos do n.º 4 do artigo 282.º da Constituição, por motivos de segurança jurídica e de equidade, os efeitos produzidos até à publicação deste acórdão em Diário da República pelas normas que declarou inconstitucionais.

O restante pedido do Primeiro-Ministro não obteve provimento do Tribunal. Esta decisão foi aprovada por unanimidade dos juízes do Tribunal em exercício de funções.


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