País

TRANSTEJO – Administração da empresa recebeu grupo de utentes mas não apresentou soluções

Após a situação vivida esta manhã no cais fluvial da Transtejo no Seixal, um grupo de utentes exigiu uma reunião com a administração da empresa.

“Depois de termos estado mais de uma hora praticamente sequestrados no navio S. Julião, os utentes exigiram em Lisboa uma reunião de urgência com a administração da Transtejo”, explicou uma fonte ao Diário do Distrito.

À chegada a Lisboa vários utentes da Transtejo dirigiram-se à administração da empresa, que concordou em receber apenas cinco pessoas e não aceitou falar aos que esperavam na rua. “Tivemos um compasso de espera, até decidirmos que iria um grupo composto por 3 elementos da Comissão de Utentes dos Transportes da Margem Sul, que também viajavam nessa carreira, e mais 3 utentes subiriam e ouviriam o que a administração tinha a explicar sobre as constantes falhas nas carreiras.”

E as explicações foram as que já são dadas há vários anos “pelo menos desde 2015, quando começaram com as supressões”, referiu a fonte.

“Foi-nos praticamente dito que as administrações das empresas públicas estão reféns do Governo e do ministério das Finanças que, com as cativações, não tem permitido que o ministério dos Transportes disponibilize a verba necessária para a renovação da frota da Transtejo.”

Os problemas técnicos com os navios também foram apontados. “Disseram-nos que há dois navios da ligação de Cacilhas cujas pás se partiram, outro tem já o motor de substituição mas não há uma grua para o colocar no local, e um outro que está à espera de reparação porque a empresa onde estava para ser intervencionado não cumpriu o estipulado e o caso está agora na Justiça.”

A mesma fonte confirma ao Diário do Distrito o que é óbvio: “os barcos estão nas últimas, não há manutenção a tempo e horas porque as docas para onde vão são privadas e dão primazia aos serviços a outras empresas privadas que pagam no imediato. Os motores também não são os ideiais para este tipo de rio, e segundo nos tem sido dito, permitem que sejam aspirados detritos que causam danos nos motores, e também aspiram mexilhões que ali criam colónias.”

A empresa está também a tentar deslocalizar navios da Soflusa para colmatar as falhas nas zonas servidas pela Transtejo, “e por isso estão em negociações com os sindicatos da Soflusa e da Transtejo, porque ambos já entregaram pré-avisos de greve para não prestarem serviços nas empresas a que não pertencem”.

A mesma fonte referiu alguns casos de desespero vividos pelos utentes esta manhã “como um casal que levava uma criança doente para um exame urgente no Hospital, um estudante que pagou um exame para melhoria de nota e não conseguiu chegar a tempo, além de várias pessoas que iam também aos hospitais com consultas daquelas que são marcadas quase com um ano de antecedência, já para não falar em quem tem de chegar quase todos os dias com atrasos ao emprego.”

A supressão de carreiras nos últimos dias está também a verificar-se em Cacilhas, com vários utentes a colocar fotos da concentração de pessoas no cais, aguardando transporte para a capital.

Facebook / Marlene Pires Abrantes



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