Opinião

Transportes: sem vontade e solução à vista – Uma visão Almadense

Uma crónica de Diogo Cunha.

Todos ou quase todos os almadenses já precisaram de se deslocar, pelo menos uma vez na vida, de transportes públicos para atravessar o concelho ou até para ir para fora do concelho. Em Almada a população desfruta da existência de uma múltipla rede de transportes, mas que muitas vezes controversa. Autocarro, comboio, metro e transporte fluvial (barco).

O autocarro é sem dúvida o tipo de transporte mais utilizado, não só pelo seu passado histórico pioneiro mas também porque é o que abrange mais áreas residenciais e comerciais dentro da circunscrição concelhia. Porém é o que apresenta maiores dificuldades e problemas em Almada.

A TST, enquanto empresa responsável, já não consegue assegurar o bom funcionamento das deslocações, ora porque não há condutores habilitados suficientes, ora porque não há frota disponível ou está envelhecida e mal estimada, ora porque diminuem os horários de transporte, ora porque não há uma informação na paragem com a chegada prevista, ora porque chegam atrasados (veja-se o caso das esperas intermináveis em pé na estação do pragal), e poderia continuar a enumerar mais e mais problemas.

Quanto ao comboio – Fertagus – muito pouco a apontar, apesar dos problemas financeiros que tem vindo a ter e a resolver, mas que são intrínsecos na generalidade das empresas públicoprivadas de Portugal, este é capaz de ser o que melhor serve o interesse público dos almadenses. Apresenta bons horários, boas condições dentro da estação (pragal), e as viagens são relativamente rápidas.

Seria apenas prudente e lógico aumentar o número de carruagens, em hora dita de ponta porque ninguém gosta de estar “enlatado” muito menos nos tempos que correm. O metro – MTS – é o mais recente de todos no concelho mas o segundo mais contestado.

O que está em causa não é a sua existência, que é muito precisa, mas o modo como foi concebido e desenvolvido. Não teria sido mais útil a construção de um metro menos barulhento, com mais estações e que não tornasse o trânsito automóvel, no centro da cidade, caótico? Para não maçar mais o leitor, fazer apenas referência ao transporte com melhor vista paisagística sobre o Tejo, as duas cidades e o atlântico. É sem dúvida o interface mais importante do concelho, mas o mais antigo e degradado, e o menos valorizado e dinamizado pelas forças políticas que têm comandado a nossa câmara e o nosso país. Daí as greves recorrentes.

Tendo Almada que ser um concelho de referência a todos os níveis, porque a proximidade à capital e o crescente número de população assim o exigem, serão soluções investir no primado da concorrência livre, leal e parceira, dando a possibilidade de existirem mais empresas de transportes com o objetivo comum de melhor servir os almadenses; acreditar na união de transportes da AML; eleger políticos pouco preocupados com a causa pública; insurgirmo-nos e protestar ou será solução voltar aos tempos da antiguidade, hipotecando o futuro, e passar a deslocarmo-nos a pé?



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