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TRANSPORTES – População do Montijo apresenta queixas sobre funcionamento dos TST

No período aberto à população da reunião camarária do Montijo desta semana, e numa sala cheia de munícipes, as queixas centraram-se nos problemas ligados ao serviço dos Transportes Sul do Tejo, sobretudo de moradores do Bairro do Areias e do Esteval.

Primeiro interveio Flávia Fonseca, colocando questões sobre a continuidade de inundação das caves devido aos aspersores dos jardins, um buraco que continua no passeio e questões ligadas às carreiras dos TST no Afonsoeiro. “No Bairro do Areias alteraram as carreiras 402 e 404, mas as pessoas continuam a não ter carreira às 06h00 para apanhar o barco das 07h00.

Outra queixa partiu de Eugénia Esteves, porque “desde Agosto que venho a pé do Esteval para apanhar o autocarro na estação para depois poder ir para Lisboa. Foi cortada a carreira das 05h30 que vinha do Afonsoeiro, e quando chego às 19h30 não tenho carreira para casa.”

A munícipe Vânia referiu que “se alguém apanhar o barco e chegar às 13h00 ao Montijo não tem carreira para a cidade. Antes de mudarem as carreiras para o 402 e 404 ficávamos mal na Praça de Touros mas ainda íamos para casa, agora só tenho hipótese de ficar no Montijo, e depois como vou para o Esteval? E o meu passe nem dá para outros percursos, se quiser ir ao Fórum, tenho de pagar um bilhete.”

Sandra Matos vive no bairro do Areias, “onde reside muita gente idosa, e tenho uma filha que anda na Escola do Areias, e é a minha mãe que a deixa lá às 9h30. A última camioneta para ao Montijo é às 9h00 e depois só há à 13h00. Se ela precisar de vir ao Montijo, não tem transporte.

Trabalho em escolas em Lisboa, tenho de estar lá às 08h00 e quando vim de férias vi que não tinha carreira para poder apanhar o barco para Lisboa. Fiz reclamação aos TST e na Câmara Municipal” e deixou ainda a sugestão da autarquia criar um serviço semelhante ao que existe em Odivelas, para servir a população mais idosa.

A munícipe Nádia Spencer, residente nas Colinas do Oriente, queixou-se de que “tenho de apanhar o autocarro as 9h00 para ir trabalhar às 12h00, e no regresso a casa não tenho transporte. Trabalho aos fins-de-semana e tenho apenas três autocarros nessa altura e se apanhar um deles, chego atrasada ao serviço. Tenho de comprar outro automóvel para poder chegar a tempo.”

Por sua vez, Lúcia Brazeado referiu que “aos fins-de-semana não temos sequer autocarros para vir do Bairro do Areias à praça, só há um às 8h00 para o Montijo e outro de regresso às 13h30, já para não falar dos dias de semana”.

Ana Araújo, em representação de moradores do Bairro do Esteval, queixou-se da retirada da carreira das 05h15, “que prejudica toda a gente que tem de ir trabalhar para Lisboa”, e com a mesma queixa apresentou-se Maria Arminda, apresentando um documento com assinaturas de moradores do Bairro do Areias e das Colinas do Oriente”.

Outras duas munícipes queixaram-se de que “temos muito menos carreiras, para a Atalaia, agora só temos os que vão para Canha e para Pegões”.

 

Nuno Canta garante apresentar problemas aos TST

 

O presidente garantiu que “irei reunir com o vereador Ricardo Bernardes e com a administração dos TST” e à semelhança do que já tinha referido durante a reunião à questão levantada pela vereadora Ana Baliza, o presidente Nuno Canta explicou que “houve uma proposta dos TST com base de um estudo feito por técnicos da Área Metropolitana de Lisboa (AML), mas depois de esta ser aplicada, verificámos que surgiram problemas nos Bairros do Areias e do Esteval.

Em contacto com a administração da empresa tentámos que este fosse resolvido e o que temos de retorno é que isso aconteceu. Depois tentámos um reforço nas carreiras do Bairro do Areias e foi solicitado aos TST para resolverem essa situação, que assumiram a correção, mas as alterações tiveram de ser enviadas para a AML. E um terceiro problema é a resposta ao transporte escolar, que estamos a tratar com grande celeridade.”

Perante estas situações, o presidente garantiu que “vamos fazer chegar estas situações à administração dos TST, porque há situações que pensávamos que já estavam ultrapassadas mas que nestas intervenções dos munícipes, verificamos que isso não aconteceu e podemos ter de voltar ao sistema de carreiras que já existia.”

Nuno Canta explicou7 também que “a Câmara Municipal não tem investimento directo nos transportes públicos, excepto na compra dos passes sociais. Trata-se de um serviço prestado por uma empresa privada, e o que temos uma situação é que, dentro do relacionamento que temos com esta, tentar resolver a questão.

Interveio ainda António Carlos Araújo com duas questões sobre a EB Afonsoeiro, “que não tem toldo de protecção e o piso do recreio alaga, não dando segurança às crianças, e desde 2015 que existem esses problemas. Sei que há um projecto, mas isto é urgente.”

Nuno Canta explicou que “toda a escola vai ser reformulada e o nosso compromisso é que as obras avancem no próximo ano, e este ano vamos intervir na questão da segurança”.

 



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comentário

  1. Podiam ter colocado a resposta do Sr. Presidente, que as pessoas se estão com tantos problemas em relação aos transportes para comprarem uma bicicleta.

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