Montijo

Transportes, obras e cultura discutidos na reunião camarária no Montijo

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A primeira reunião camarária do Montijo em 2020 iniciou-se com a intervenção do presidente Nuno Canta, referindo a questão das alterações e supressões de carreiras por parte da Transportes Sul do Tejo, e com uma moção apresentada pelo vereador Ricardo Bernardes (PS) exigindo a reposição de todas as carreiras retiradas pela empresa.

“Conseguimos reverter a supressão das carreiras intermunicipais 333 e 435 que a TST tinha retirado de forma unilateral” referiu Nuno Canta.

“Depois de termos conhecimento destas alterações, estivemos em contacto com a AML – Área Metropolitana de Lisboa, que interveio junto da empresa e no dia 7 de janeiro estas carreiras foram repostas. Da parte da Câmara Municipal iremos continuar a lutar pela reposição de todas as carreiras e horários, e mantemos o compromisso de mobilidade para com a população, exigindo que seja cumprido o que a empresa assumiu com a AML.”

“Foi com algum desagrado embora sem surpresa que assistimos à posição da TST” frisou o vereador Carlos Almeida (CDU) sobre o tema, solicitando algumas alterações ao texto da moção, e relembrando o processo que levou à introdução do passe intermodal.

Para o vereador João Afonso (PSD/CDS-PP) “esta moção vale zero, e o PS tem nesta matéria uma enorme descontração política, sendo que é o PS e a CDU que estão à frente da AML, que já demonstrou ser incompetente na gestão dos transportes” criticando depois as situação dos autocarros “permanentemente avariados ou sem condições de circulação, com carreiras disfuncionais e desarticuladas com os horários da Transtejo” e também a falta de transporte municipal e de postos de carregamento de carros eléctricos.

Em resposta, Nuno Canta referiu que “em algumas coisas tem razão, mas noutras exagera, e em algumas das nossas preocupações o PSD nem sequer nos acompanhou. Sobre o estado dos transportes, isso tem a ver com políticas de desinvestimento durante anos, e por isso as autarquias da AML assumiram investir no transporte público”.

Obras na EB Joaquim de Almeida

A vereadora Maria Clara Silva (PS) interveio para explicar a demora nas obras da Escola Básica Joaquim de Almeida, “que estava prevista decorrer em 270 dias, terminando a 23 de Dezembro de 2019.

No entanto, o empreiteiro veio solicitar uma prorrogação do prazo, alegando que foi feita uma alteração ao projecto do refeitório, o que não é verdade e por isso não aceitámos. No dia 27 de Dezembro tivemos uma reunião com o empreiteiro, Nelson Teodoro, e com os engenheiros da câmara, e iremos ter nova reunião na sexta-feira para avaliar a situação, embora a empresa tenha garantido que irá fazer um forcing para acelerar as obras.

Da nossa parte iremos imputar-lhes as responsabilidades do não cumprimento, até porque a autarquia também terá de solicitar uma prorrogação relativamente aos apoios do Programa 2020, uma vez que a obra estava orçamentada para 2019.”

A vereadora garantiu que o atraso das obras não irá prejudicar os alunos “que vão continuar a ter as refeições como até agora, embora isso signifique um maior peso logístico para os funcionários da Câmara para garantir a distribuição destas.”

Limpeza urbana, segurança e cultura

Ainda no período antes da ordem do dia Carlos Almeida apresentou alguns assuntos colocados por munícipes, entre eles a falta de segurança nas piscinas municipais devido a furtos nos cacifos e também “a falta de resposta por parte da estrutura do município quando recebem estas queixas, o que foi o caso, e que é um direito do cidadão”.

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O presidente referiu que “esse tipo de situações nas piscinas não é comum, posso até dizer que se terá tratado de um caso excepcional, embora a Câmara Municipal tenha de responder por isso, e por isso tenho de me penitenciar”.

O vereador comunista referiu ainda os problemas sobre a higiene e limpeza dos espaços públicos, “que foi até referido pelo presidente que seriam deposições articuladas e organizadas” o que levou Nuno Canta a frisar que “não vamos desistir de punir quem prevarica colocando o lixo fora dos contentores ou lixos que não pertencem ali”, e aproveitou ainda para elogiar “os trabalhadores dos serviços durante o período das Festas que foram impecáveis na limpeza urbana”.

A vereadora Ana Baliza (CDU) solicitou explicações sobre a queda de um eucalipto na EB D. Pedro Varela “e se há algum relatório sobre a situação de árvores e situações de perigo”, respondendo Nuno Canta que “a gestão dessa escola passou em Janeiro para a Câmara, mas temos realizado um trabalho de levantamento para garantir a segurança. A situação teve a ver com a passagem de uma tempestade, e felizmente caiu para a estrada. Sobre os relatórios temos a informação da Proteção Civil.”

Na sua intervenção João Afonso apresentou um artigo de opinião publicado num jornal local, de Elídio Massacote, director pedagógico do CRAM – Conservatório Regional de Artes do Montijo, criticando as participações da iniciativa ‘Natal com Arte’, ao que Nuno Canta respondeu que “sendo director dessa instituição, devia de colocar o lugar à disposição depois do que disse, porque ao CRAM cabe grande responsabilidade na contribuição do aspecto cultural no concelho e que eu saiba não foi proposto por ele qualquer programa ou espectáculo que tenha sido recusado.”

As vereadoras Sara Ferreira e Maria Clara Silva defenderam a posição da Câmara na área cultural e a programação do ‘Natal com Arte’, criticando ainda a “esporádica presença do vereador João Afonso nessas iniciativas”, e quanto ao professor Elídio Massacote “terá sempre um posicionamento crítico relativamente ao que o PS faz, pela sua posição política, e não responde pela posição do povo do Montijo”.

No período aberto à população interveio apenas Fernando Eusébio, presidente do Clube Desportivo Cultural e Recreativo Os Unidos, que desejou um Bom Ano Novo ao executivo e fez uma retrospectiva do clube durante 2019, em termos de atletismo e com a introdução da modalidade de raguebi.

“Mas Os Unidos vão precisar de ajuda em 2020, que será o ano do tudo ou nada, e podemos vir a lançar o clube para a ribalta, porque temos grandes projectos, e o que trouxermos para o clube, será também para o Montijo. No entanto apelo a uma ajuda extra da parte da Câmara e da Junta.”

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