TRANSPORTES – Governo aprova renovação da Transtejo em mais dez embarcações

0
250
Tempo de Leitura: 1 minuto

O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira o plano de renovação da frota da Transtejo, que inclui a compra de dez novas embarcações, devendo o primeiro catamarã entrar em circulação a partir do final do próximo ano.

«Estamos a projetar a entrega do primeiro navio no final de 2020 ou no início de 2021, em princípio no final de 2020. Em 2021 a entrega de três navios e, depois, os seis seguintes serão ao ritmo de dois a cada ano. Significa que, em 2024, teremos os dez navios entregues», disse à Lusa o secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, José Mendes.

O concurso será lançado nas próximas semanas, e terá um investimento de cerca de 57 milhões de euros para a aquisição dos barcos e mais de cerca de 33 milhões para a «grande manutenção» dos actuais, num investimento global na ordem dos 90 milhões de euros.

«Na aquisição há um apoio do Programa Operacional de Sustentabilidade no Uso de Recursos (POSEUR), de 15 milhões de euros, e um financiamento do Fundo Ambiental na ordem dos 40 milhões de euros, sendo o restante através do orçamento da Transtejo», informou o responsável.

Os novos catamarãs, com capacidade para transportar entre 400 e 450 passageiros, serão movidos a gás natural, estimando-se uma diminuição para metade das emissões de dióxido de carbono, uma descida de mais de 5 mil toneladas de dióxido de carbono por ano.

A compra das novas embarcações será acompanhada pelas grandes reparações de manutenção até 2035, permitindo «que um novo ciclo de serviço público de mobilidade na travessia do Tejo seja um ciclo de qualidade e de eficiência», assinalou o secretário de Estado.

José Mendes assume os problemas que existem atualmente na travessia do Tejo, sublinhando que resultam essencialmente de «se tratar de uma frota muito velha», com navios entre 20 e 40 anos, tendo em conta que foi há vinte anos que foram adquiridos os últimos dois ‘ferry-boats’.

O investimento vai concentrar-se na Transtejo, sendo que a Soflusa «tem uma frota mais recente, os seus navios ainda estão dentro do seu período útil de funcionamento e operam com eficácia, são navios que ainda não atingiram os 20 anos”, referiu José Mendes.

DEIXE UMA RESPOSTA

Insira o seu comentário
Nome