Depois de uma manhã agitada no cais fluvial da Transtejo no Seixal, a situação acalmou com a empresa a colocar outro navio ao serviço daquela ligação.

Segundo António Horta Pinheiro, elemento da Comissão de Utentes dos Transportes da Margem Sul, explicou à comunicação social “o navio das 07h45 foi suprimido o que levou à acumulação de pessoas.

Quando chegou o outro barco, a lotação rapidamente ficou esgotada, gerou-se a confusão porque as pessoas não o deixaram sair e começaram a entrar pelo lado da saída. Teve de vir um barco de outra ligação, creio que do Montijo, para assegurar a travessia, a Polícia Marítima e a empresa de segurança da Securitas. Agora foram alguns elementos da Comissão para Lisboa e estão à espera para serem recebidos pela administração da empresa. As pessoas estão revoltadas porque andamos nesta luta há anos.”

Este é um problema recorrente nas ligações servidas pela Transtejo e Soflusa. “São avarias atrás de avarias, as pessoas que utilizam a Transtejo nunca sabem se vão conseguir chegar a horas ao emprego, as empresas têm prejuízo, e as justificações da empresa são sempre as mesmas e não chegam” frisou Horta Pinheiro.

A Comissão já organizou vários protestos, e uma petição que recolheu 4678 assinaturas e foi admitida na Assembleia da República a 8 de Fevereiro de 2018 e a 24 de Outubro de 2018 a Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, que apreciou a petição, concluiu pelo agendamento da sua apreciação em Plenário, “e agora estamos à espera da marcação, porque não podemos continuar com remendos na frota, sem resolverem o problema de raiz, só fazem propostas e depois não são aprovadas”, referiu Horta Pinheiro.

António Santos, presidente da União de Freguesias de Seixal, Arrentela e Aldeia de Paio Pires frisou que “há uma conjugação de factores que se arrastam há demasiado tempo, entre a falta de barcos, uma frota obsoleta e as constantes avarias dos navios. A ligação fluvial será a melhor forma de ligação entre a margem sul e Lisboa, mas depois estamos constantemente com estes problemas.  E quem paga sempre a factura é a população que trabalha ou estuda na capital.

Têm sido feitos contatos com a administração e o Governo, há ideias para resolver o problema mas depois não vemos a luz ao fundo do túnel, porque não se resolve nada para um problema que se arrasta há anos.”

A Transtejo garantiu à comunicação social que na próxima quinta-feira o catamarã avariado voltará ao serviço, até lá as ligações serão feitas quando os navios tiverem a capacidade máxima.

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