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Trabalhadores da distribuição fazem «ações de denúncia» pelo país

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O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) vai realizar “ações de denúncia” junto das empresas de distribuição entre 21 e 31 de dezembro, exigindo a revisão do contrato coletivo e aumentos salariais.

As ações de luta decorrem em várias cidades do país, entre as quais Lisboa, Porto, Beja, Évora, Matosinhos e Setúbal, junto de diversas empresas de distribuição.

«Após um ano tão difícil para os portugueses, em particular para os trabalhadores das empresas de distribuição que sempre estiveram na linha da frente, os trabalhadores do setor devem ser recompensados com o aumento dos salários e valorização das suas carreiras profissionais», afirma o CESP em comunicado.

A dirigente do CESP Célia Lopes disse à Lusa que os protestos ocorrem entre 21 e 31 de dezembro, numa altura «de maior solidariedade», para mostrar que «no Natal dos trabalhadores há mesas para todos os gostos».

«Há a mesa dos salários mínimos, a mesa das dificuldades económicas e depois há a mesa dos lucros obscenos dos patrões», disse a sindicalista.

Segundo Célia Lopes, o contrato coletivo de trabalho do setor não é revisto desde 2016 e os salários dos trabalhadores da distribuição foram absorvidos pelas atualizações do salário mínimo nacional dos últimos anos.

«Continuamos a ter um setor de salário mínimo», lamentou a sindicalista, acrescentando que «os trabalhadores estão a empobrecer enquanto as empresas continuam a ter lucros de milhões de euros».

Além dos salários, os trabalhadores protestam contra os bancos de horas grupais e exigem horários de trabalho regulados bem como a negociação do contrato coletivo de trabalho sem contrapartidas.

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