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Toy farto do Governo de António Costa lança ‘grito de alerta’ em carta aberta

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O cantor Toy está cansado da falta de apoios por parte do Governo ao sector da Cultura, e demonstrou isso num ‘grito de alerta’ através de uma carta aberta publicada na revista «TV Guia».

Nesta carta, o cantor setubalense arrasa a política (ou a falta dela) de António Costa para a Cultura portuguesa, cada vez mais pobre face à pandemia que assola o país e que está a deixar centenas de artistas e agentes culturais sem trabalho e sem dinheiro para viver.

«Ao longo da nossa história, iremos sempre enaltecer e relembrar todos os momentos cruciais que nos foram identificando desde o Condado Portucalense.

A literatura, a pintura, a escultura, a poesia, a música, o teatro, o cinema… Enfim, a cultura tem sido a grande alavanca da manutenção da nossa identidade. Gostar de ser português é mais do que estar “ocidentalizado” (aliás, no Tratado de Tordesilhas era mais “Oriente” para Portugal e Ocidente para Espanha).

A globalização… OK, a união entre os povos é importante, o respeito pelos outros, sim, mas… e nós? Somos refrigerantes caramelizados e sandes de carne moída prensada ou somos cozido à portuguesa e arroz de cabidela acompanhados por um tinto? Somos o Halloween e o Valentine’s Day ou a Páscoa e o São Martinho? Na rádio devemos ouvir que música? A portuguesa, em maior quantidade, ou dar protagonismo aos que querem modificar a nossa cultura?

Enfim, tudo isto ainda se suporta, mas ter um ministério da Cultura completamente mudo em relação a tudo isto, sem dar apoio aos agentes culturais, implementando mini-iniciativas que beneficiam “lobbies”, é muito mais grave.

Desde o início desta crise, levantei a hipótese de serem revistos os impostos dos agentes culturais, para não haver os tais subsídios (que alguns têm direito e outros não) que apenas provocam desigualdade e injustiça na classe. Nem um pequeno espaço de tempo tiveram os ministros da Cultura e das Finanças para se reunirem? Ou será que a desunião na classe artística é benéfica para as políticas culturais do País? Não creio que assim seja. Por isso, estou triste com o abandono da nossa classe, que só é lembrada em campanhas eleitorais ou no prazo de pagamento de impostos.

Lembrem-se os responsáveis políticos pela nossa cultura que só com o enriquecimento da mesma, acompanhada com um maior investimento na educação, o futuro da nossa identidade fica mais sólido e representativo em qualquer sociedade, sendo uma força não militarizada que impõe respeito ao resto do mundo.

“A cantiga é uma arma”, e só com armas de paz se constrói uma sociedade sólida e respeitada. A força intelectual perdura na história da civilização como a mais influente no benefício de qualquer sociedade. Viva a Cultura, viva Portugal!».

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