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Touradas ‘à porta fechada’ motivam queixas às entidades

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Com os eventos tauromáquicos ainda suspensos, o que tem movido protestos do mundo tauromáquico que incluíram uma manifestação com cavaleiros a algemarem-se nas grades do Campo Pequeno, a solução parecem ser os ‘eventos privados’.

A denúncia é feita pela Plataforma Basta de Touradas, que na sua página refere que os «toureiros continuam a promover espetáculos tauromáquicos ilegais nas suas herdades» e que «as autoridades já foram alertadas para a ilegalidade».

A Plataforma Basta de Touradas aguarda agora esclarecimentos da Direção Geral de Saúde e do Ministério da Saúde sobre os eventos tauromáquicos que têm vindo a ser realizados em herdades privadas, «com presença de público e entrada pagas, alegadamente cumprindo as diretrizes das autoridades de Saúde, como referem os promotores na publicidade a estes eventos tauromáquicos».

Segundo a Plataforma, um destes eventos teve lugar no dia 13 de junho no ‘Centro Equestre António Ribeiro Telles’ localizado na Herdade de Vale Casas (Biscainho – Coruche) onde foi promovido um evento tauromáquico designado «O Campo e a Tradição».

Este evento contou com vários comentários na página do Centro Equestre e foi também anunciado numa página ligada à tauromaquia, e contou com demonstrações de toureio, lide a cavalo, picadores e grupos de forcados.

O evento foi promovido pelo cavaleiro tauromáquico António Ribeiro Telles, «contando com mais de uma centena de espectadores, apesar da denúncia prévia às autoridades, que nada fizeram para impedir a sua realização» refere a Plataforma.

Entretanto, o cavaleiro já anunciou uma 2.ª edição, a realizar no próximo dia 19 de julho no mesmo local, situação que já foi comunicada às autoridades pela Plataforma Basta de Touradas.

Também no mês de julho está a ser divulgada uma «Liga de toureiros e forcados», também anunciada nos meios ligados à tauromaquia, desta feita organizada pelo cavaleiro tauromáquico João Moura Jr. na sua Herdade das Arengozinhas, em Elvas, e é anunciado pelo próprio nas redes sociais.

Segundo a Plataforma, o evento não foi licenciado pela Inspeção Geral das Atividades Culturais, como determina a lei e foi já denunciado à IGAC e à Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens, por incluir a participação de algumas crianças.

A Plataforma Basta de Touradas manifestou ainda a sua preocupação às autoridades pelo regresso à atividade das escolas de toureio de Vila Franca de Xira e da Moita, «escolas essas que são frequentadas por crianças de todas as idades, contrariando o pronunciamento claro do Comité dos Direitos da Criança da ONU que em 27 de setembro de 2019 instou o Estado Português a afastar da violência da tauromaquia os menores de 18 anos sem exceção».


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