Todos são livres para pensar… como eu!

Colin Marques é o mais recente cronista do Diário do Distrito que se junta semanalmente à opiniões de outro cronistas que estão connosco

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As últimas semanas foram ricas em intolerância e sectarismo. O líder do PSD no Distrito de Setúbal, Bruno Vitorino, decidiu numa publicação do Facebook, mostrar publicamente a sua indignação por o Agrupamento de Escolas de Santo André (Barreiro) ter promovido uma “visita de estudo” ao Auditório da Escola 2/3 da Quinta da Lomba de alunos do 6º e 8º ano com o objetivo de “promover a igualdade de género” e “sensibilizar os alunos para diferentes orientações sexuais”. A sessão foi ministrada por uma Associação LGBTI e teve um custo de 50 cêntimos por aluno.

A manifestação de uma opinião contrária à posição defendida pelos organizadores do “evento”, algo que seria perfeitamente corriqueiro numa democracia normal, rapidamente deu azo a que uma turba fanatizada ideologicamente se insurgisse com violência, perseguição e ameaças diversas para com o autor da crítica àquilo que se designa por ideologia de género e que de acordo com o entendimento de parte muito significativa da esquerda portuguesa não é nem pode ser objeto de qualquer tipo de crítica. A coisa acabou mesmo por levar duas deputadas do Bloco de Esquerda, Joana Mortágua e outra que não me lembro o nome, a apresentar queixa contra Bruno Vitorino na Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG).

Vamos por partes. O que é afinal a ideologia de género? Basicamente trata-se de uma ideologia e não de uma ciência que opina que uma pessoa não pertence ao sexo a que corresponde (masculino ou feminino) mas antes do “género” que decide pertencer, sendo que esta identidade de género não é condicionada pelas características do corpo, concretamente os órgãos sexuais.

A ideologia de género brota do marxismo, que depois da derrota copiosa na economia, nesta sua nova roupagem, elege como alvo a família e elementos caracterizadores da masculinidade e feminilidade, as bases tradicionais da família. A este respeito, recordo uma anterior e bem-sucedida censura no verão de 2017, também com queixas na CIG, contra a Porto Editora por esta ter publicados blocos de atividades para crianças dos 4 aos 6 anos, com a particularidade de um ser destinado a meninos (com uma capa azul!) e outro a meninas (com uma capa rosa!). Já antes, em abril de 2016, o Bloco de Esquerda tinha iniciado uma “intifada” cá no burgo pela mudança de nome do Cartão de Cidadão para Cartão de Cidadania, pelo mesmo motivo.

Uma vez que a ideologia de género é uma ideologia situada na área da extrema-esquerda marxista procura impor-se de forma totalitária na sociedade, aliás, a única forma que conhece e concebe de controlo e dominação social. Devagar, contando com a desatenção dos mais distraídos, vai conseguindo este objetivo. Quem se recorda de anúncios televisivos passados na década de 90 e início da década passada protagonizados por modelos como Soraia Chaves (Vodafone), Marisa Cruz (revista Maxmen), Joana Freitas (TV Cabo) e o inesquecível anúncio das garrafas plumas da GALP carregadas por uma modelo que despejava sensualidade feminina? Já se perguntaram por que já não se fazem anúncios destes? O totalitarismo da ideologia de género não os permite, da mesma maneira que também não permite livros com atividades distintas para meninos e meninas.

A concretização dos objetivos da ideologia de género passa necessariamente pela doutrinação dos alunos (quanto mais novos melhor) nas escolas para a criação já do não do clássico marxista “homem novo” mas sim da “pessoa nova”, para isso “visitas de estudo” como a do Agrupamento de Escolas no Barreiro são imprescindíveis.

Pelo exposto, considero que Bruno Vitorino esteve muito, agindo com coragem em defesa da Democracia perante esta nova e dissimulada forma de totalitarismo.

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