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Tino de Rans quer eleições em dois dias

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A proposta do partido RIR – Reagir, Incluir, Reciclar, foi apresentada por Vitorino Silva, conhecido como Tino de Rans, ao Presidente da República, numa reunião que teve lugar esta quarta-feira.  

Em comunicado enviado às redações, no qual o RIR agradece a Marcelo Rebelo de Sousa a audiência, o partido apresenta também as suas preocupações sobre a data das próximas eleições Presidenciais, em Janeiro de 2021 «altura em que, atendendo aos actuais números, se espera um acréscimo bastante elevado de cidadãos impossibilitados de sair de casa, por força da Covid-19».

Segundo a nota «uma vez que não nos parece que haja vontade para proceder a uma alteração constitucional que permita o adiamento do acto eleitoral», o RIR propõe que «sejam implementadas medidas que permitam que todos os portugueses, incluindo os doentes e os que estarão em isolamento».

Nesse sentido aconselha a possibilidade de realizar o acto eleitoral em dois dias, «evitando o aglomerado de pessoas nas secções de voto; e, a possibilidade dos infectados poderem votar nos seus veículos, à semelhança do que aconteceu na República Checa».

Outra proposta vai no sentido da implementação do voto electrónico, no sentido de combater a abstenção porque «não podem os partidos políticos ignorar a descrença dos eleitores e os níveis de abstenção, que podem vir a aumentar drasticamente até aos 70%».

Seguem-se algumas críticas à forma como o pais está a ser governado e ao clima de suspeição que se cria em relação aos governantes «que diariamente tomam decisões polémicas e sem transparência. A título de exemplo a mais recente não recondução do Presidente do Tribunal de Contas, nas vésperas de Portugal receber milhões de euros em fundos comunitários».

O RIR acusa ainda os problemas que os cidadãos enfrentam com o mau funcionamento dos serviços públicos «que se antes da COVID funcionavam mal, agora então, é desesperante para o comum cidadão ficar à espera de agendamentos para a repartição de finanças, para a conservatória de registo, para o Centro de Saúde, para a Segurança Social, para daí a 3 e 4 semanas­.

O país está a colapsar com a falta de resposta dos serviços públicos, para não mencionar que a Justiça, a Saúde e a Educação merecem melhor atenção.»

O RIR está também preocupado com «o crescimento expectável do nível de desemprego, que agudizará os problemas familiares de cada agregado» e que se pode reflectir «num aumento do número de casos de violência doméstica e as OPC nestes casos têm de dar resposta prática, rápida e eficaz para identificar o agressor e afastá-lo da vítima».

Outra preocupação vai para o facto «do desemprego derivar em 90% dos casos, do facto das empresas não suportarem a elevada carga fiscal a que estão sujeitas.

E aqui, Senhor Presidente, ou os impostos baixam e a corrupção termina, ou nunca sairemos deste ciclo vicioso de, de década em década termos de nos socorrer de ajuda financeira externa.»

Por fim, deixam a recomendação ao Presidente da República de atribuir «a maior comenda da República aos que, até hoje, mais sacrificados se viram perante todas estas crises, quer institucionais, quer económicas, o Povo Português, os verdadeiros Capitães, que nunca abandonaram o barco».

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