Setúbal

SOS Setúbal Mais Verde contesta corte de choupo na cidade

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A associação de cidadãos SOS Setúbal Mais Verde partilhou uma publicação no seu perfil do Facebook na qual dá conta do corte de um choupo com vários metros de altura, na Rua Dr. Miguel Homem de Sampaio e Melo, na cidade sadina, no passado dia 23 de Outubro.

«Pelos vistos a sede de destruição de árvores não pára, assim como os negócios daí decorrentes.

Desta vez foi um choupo com cerca de 4 ou 5 andares de altura e aproximadamente 60 cm de diâmetro de tronco.

DR – SOS Setúbal Mais Verde

São muitas e muitas toneladas de madeira com elevada quantidade de carbono armazenado que irá ser transformado e libertado para a atmosfera.

Serão muitos menos litros de oxigénio por dia (o oxigénio necessário a várias famílias), será menos poluição retidas nas folhas e que irá ser aspirada por pessoas, e será menos água retida na folhagem durante as chuvas fortes. Água essa que se irá acumular rapidamente à porta de alguém como aconteceu nas cheias recentes. Menos árvores a reter e absorver água, mais inundações. É uma receita que vem em qualquer livro da especialidade.

Serão também muitos pássaros que ficarão sem dormida e com isso comedores de mosquitos sem casa.

E tudo isto para quê? Em nome de que argumento se destrói a natureza nas cidades, lugares já de si bastante vulneráveis do ponto de vista ambiental?.»

A associação alerta ainda para o facto de que «Setúbal tem um custo per capita de poluição de 954€ por pessoa, e é a cidade portuguesa com maior percentagem de concentração de PM 2.5 e PM 10 (88%) nos custos totais atribuídos a poluentes. A seguir a Lisboa é a cidade com custos de poluição mais elevados, ficando inclusive à frente do Porto.»

E acusam ainda que «a escassos 10 metros do abate, várias zonas de calçada estão levantadas há anos, constituindo um perigo para as crianças e para os idosos que podem tropeçar e aleijar-se. Cortam árvores, ramos, raminhos, ervas e ervinhas, sem que uma alma responsável seja capaz de mandar arranjar o que precisa de ser arranjado. Só para o negócio da destruição das plantas é que há sempre alguém a dar ordens.

Entretanto a má qualidade do ar não pára de fazer vítimas mortais por doenças relacionadas com as vias respiratórias.»

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