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Soflusa garante ‘total cumprimento’ de acordo com Mestres, que desmentem a empresa

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Na sua página, a empresa Transtejo/Soflusa publicou um comunicado no qual garante que não existe «qualquer suspensão do acordo firmando» com os mestres das embarcações da Soflusa, conforme ficou acordado a 31 de Maio e que «permitiu o levantamento do pré-aviso de greve dos seus trabalhadores com a categoria profissional de mestre».

A Soflusa informa ainda que «já iniciou já negociações, com todos os sindicatos subscritores do Acordo de Empresa (AE), por forma a dar-lhe execução material, garantindo a sua concretização» e que estão «precisamente a ser negociados os termos da sua transposição para o Acordo de Empresa, nos termos legais, à semelhança do que sucedeu em 2018, em que após um acordo de principio a empresa e os sindicatos transpuseram o acordado para o texto do AE».

Segundo a empresa, é também do conhecimento dos sindicatos «que, nos termos legais, as valorizações remuneratórias, tais como as previstas no acordo de 31 de maio, só podem produzir efeitos se decorrerem de instrumentos de regulamentação colectiva. É isso precisamente que a Administração da Soflusa está a procurar concretizar no processo negocial em curso.

A empresa, imbuída de boa fé negocial, procura, assim, enquadrar o acordo de 31 de maio para lhe dar total cumprimento, lamentando que a má informação ou desconhecimento legal possam estar a originar mal-estar entre os trabalhadores e prejuízo aos passageiros.»

Por outro lado, a Soflusa garante que «está a tentar com a maior celeridade colmatar a falta de mestres para que o serviço público possa ser prestado dentro dos horários normais de trabalho.

Assim, os trabalhadores que se candidataram à categoria de mestre foram já, de acordo com o Regulamento de Inscrição Maritima, submetidos a avaliação medica e psicotécnica, bem como a provas de aferição de conhecimentos, a que se seguirá o período de formação.»

Por último, a Soflusa esclarece que a prestação de trabalho suplementar decorre no estrito cumprimento da lei e do AE em vigor.

Entretanto, a Soflusa anunciou, de novo, algumas perturbações no serviço, com dezenas de carreiras a estarem sujeitas a confirmação, e na segunda-feira e terça-feira as supressões poderão ser em maior número, sendo necessário confirmar as ligações entre as 00h00 e as 23h30 no Barreiro e entre as 00h00 e as 20h15 em Lisboa.

Para minimizar o impacto, a Soflusa informou que o título de transporte estará válido, nestes dias, nas ligações fluviais do Seixal, Montijo e Cacilhas, operadas pela Transtejo.

Mestres esclarecem situação
nas redes sociais

Num grupo do Facebook intitulado «Pela melhoria dos serviços da Transtejo e da Soflusa», Pedro Mateus publicou um comunicado em nome dos Mestres da Soflusa, no qual é referido que «no dia 31 de Maio (…) a empresa reconheceu e decidiu que pelas funções e responsabilidades que o Mestre tem a bordo atribuir uma valorização para o referido prémio.

Garantimos que essa valorização ficou por menos de um terço do que era a nossa proposta inicial, e isto porque os Mestres são pessoas responsáveis e humanas e não o contrário como querem fazer crer, tiveram em conta os passageiros, a cidade do Barreiro e toda a nossa região da margem sul.

Foi prometida a formação de 4 novos Mestres para preencher as vagas em falta, processo que devia ser célere mas o que assistimos é a um concurso interno para a formação de Mestres muito demorado podemos até referir que este processo atualmente está parado e nós fomos assegurando e garantindo a normalidade do serviço, com falta de Mestres na escala de serviço e com alguns colegas de baixa médica existiu até um compromisso da nossa parte de fazer um esforço em prol de um serviço normalizado.

Assim, foi com grande perplexidade, que no dia 17 de Junho a empresa informou os sindicatos que SUSPENDEU a valorização atribuída, o que levou neste momento e perante esta nova injustiça a que os Mestres estejam só a cumprir unicamente as 8 horas de trabalho diárias totalizando 40 horas semanais.

A empresa informa os passageiros que as supressões estão relacionadas com a formação dos novos Mestres mas isto não corresponde totalmente à verdade, o que a empresa não refere é que faltou à palavra dada, a Soflusa não honrou o documento que assinou porque como foi referido atualmente a formação de novos Mestres está parado.

Assim os mestres esperam que na reunião do dia 28 de Junho, a empresa volte a reconhecer o protocolo assinado entre todas as partes no dia 31 de Maio, porque, reivindicações idênticas ás dos Mestres, também surgem em outras áreas da sociedade, como na saúde, na justiça, na educação, etc. Julgámos que era importante este esclarecimento para repor a verdade.»

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