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Sócios ‘ilustres’ do Vitória de Setúbal querem ‘refundação’ do clube

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Dezasseis personalidades do Vitória de Setúbal assinaram um manifesto em que defendem que «aceitar a insolvência da SAD e avaliar corretamente a viabilidade do clube» é o caminho a seguir para enfrentar a crise que assola os sadinos.

Entre estes estão figuras como o histórico presidente Fernando Pedrosa e a antiga glória do clube Carlos Cardoso que estão dispostos a aceitar os pressupostos para «a reconstrução do nosso Vitória e o único caminho para um futuro sustentável», defende o manifesto, enviado à Lusa.

O documento refere que a dívida acumulada pela SAD, bem como o facto de a equipa estar arredada da I Liga, e das receitas inerentes a essa prova, tornam o futuro insustentável.

«O passivo da SAD, superior a 30 milhões de euros, torna-a economicamente inviável e desinteressante para investidores sérios.

Temos de aceitar que a SAD está condenada à insolvência e que a vinda de um milionário salvador é pura ilusão.»

A situação do próprio clube, que é «incapaz de honrar os seus compromissos», também é preocupante, como ilustra o facto de ter um passivo superior a 10 milhões de euros, e de este correr o risco de «se não conseguir, nos próximos meses, um encaixe de, pelo menos, cinco milhões de euros, para prover ao cumprimento das obrigações mais imediatas, sucumbir logo aos primeiros pedidos de insolvência que possam ser apresentados por credores».

Os 16 assinantes do manifesto defendem a ideia de que um recomeço é a melhor solução para fazer face a «duas décadas de declínio, em que o Vitória deixou de ser o emblema respeitado que era no panorama nacional.

Pode haver mais futuro num Vitória refundado, sem dívidas, do que na continuação do atual modelo, em que a situação apenas se agrava.

Com a refundação podemos ter o clube de volta às competições profissionais em três anos, enquanto na situação atual, sem as receitas da TV e sem as certidões da Autoridade Tributária e Segurança Social, que serão obrigatórias a partir da próxima época, até para o Campeonato de Portugal, em breve voltamos aos distritais, ainda mais pobres e mais atrasados» defende o documento.

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