País

SIRESP “não tem falhas” insiste o presidente da Proteção Civil

O presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) insistiu, em declarações aos jornalistas, que o SIRESP “não tem falhas” e afirma que pode haver momentos em que a utilização é excessiva.

“Pontualmente, poderá haver excesso de utilização […], até porque tem de haver uma disciplina muito grande relativamente à questão da utilização dos meios do SIRESP. Eu posso dizer que o sistema, em si, não tem falhas”, afirmou Duarte da Costa.


À margem da sessão solene do Dia do Município da Batalha, no distrito de Leiria, o presidente da ANEPC foi questionado pelos jornalistas sobre eventuais falhas da rede SIRESP no incêndio na serra da Estrela, que deflagrou no dia 06 e foi dominado na sexta-feira à noite.

“Nós, no fundo, aquilo de que temos conhecimento é que são taxas de utilização dos próprios meios que andam de acordo com aquilo que são a intensidade das operações”, garantiu.

A rede SIRESP é a rede de comunicações exclusiva do Estado Português para o comando, controlo e coordenação de comunicações em todas as situações de emergência e segurança, segundo o seu sítio na Internet.

O presidente da ANEPC salientou que este “é um sistema complexo, é um sistema que está sujeito às condições atmosféricas, mas, decorrente da maior redundância de meios, maior redundância de antenas, de antenas móveis, da própria redundância satélite”, está “montado e trabalhado para que não haja falhas nos teatros de operações”.

De acordo com Duarte da Costa, “aquilo que pode haver, verdadeiramente, é, em certos momentos, uma taxa de utilização [excessiva] e muitas vezes pela própria indisciplina” dos que usam o sistema.

O presidente da ANEPC ainda garantiu que quando “há verdadeiramente uma taxa de aproximação daquilo que são os limites que poderão ser críticos para o sistema”, fala-se “imediatamente para o teatro [de operações]” e há todas as capacidades para que todos consigam comunicar.

Também o ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, disse não ter conhecimento de falhas na rede SIRESP.

No sábado, o ministério anunciou que o SIRESP vai ter um novo investimento de 4,2 milhões de euros em equipamentos de redundância para assegurar as comunicações via satélite em caso de falha dos circuitos terrestres.

No entanto, quando questionado se o novo investimento tem como objetivo falhas na rede SIRESP detetadas nos incêndios de julho no distrito de Leiria, o ministro da Administração Interna respondeu de forma negativa e enalteceu que a medida irá “preparar a futura interoperabilidade entre o sistema de comunicações do continente com os sistemas de comunicações das regiões autónomas dos Açores e da Madeira”.

O gabinete do ministro acrescentou ainda que o concurso prevê a garantia de 24 meses e respetivo serviço de suporte técnico.

“Este investimento é mais um passo na concretização da estratégia de reforço e de autonomia da rede nacional de emergência e segurança, tal como anunciado por ocasião do lançamento do concurso público internacional da rede SIRESP”, pode ler-se na nota.


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