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Sindicato dos Fluviais acusa Soflusa de não contratar novos trabalhadores

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Num comunicado, o STFCMM – Sindicato dos Transportes Fluviais, Costeiros e da Marinha Mercante denuncia que a actual situação na SOFLUSA decorre da falta de trabalhadores e desinvestimentos.

O STFCMM refere que «no passado dia 09/5/2019, o Conselho de Administração fez sair um comunicado ao público, a fazer referência que devido a ‘constrangimentos laborais’ poderia ser afectado o serviço de transporte fluvial.

Cabe-nos esclarecer o seguinte, desde 2015 que as organizações representativas andam a alertar para a necessidade urgente de contratação de novos trabalhadores.

Nos últimos 5 anos, saíram para a reforma vários trabalhadores, principalmente Mestres e Marinheiros, sem qualquer substituição.

No ano passado foram efectuadas 4000 horas extraordinárias por estes profissionais que levou a uma exaustão física e psicológica.

Foi feita a admissão de 5 novos trabalhadores: 2 Maquinistas de 1ª; 2 Marinheiros e 1 Auxiliar de Terra, com a previsibilidade de saída para a reforma, neste trimestre, de 1 Mestre e 2 Marinheiros.

As admissões não chegam para as saídas, por isso não entendemos o comunicado do CA/SL sobre os constrangimentos laborais, tentativa descarada de implicar aos trabalhadores esta situação. Relembramos que apesar das novas admissões continuam a faltar 4 Mestres e mais 4 Marinheiros. Além dos que estão com problemas graves de saúde, na situação de baixa médica.

Por isso, os acontecimentos ocorridos não podem ser imputados aos trabalhadores, que nos últimos anos têm tido brio e dedicação profissional, não deixando de cumprir as suas obrigações, muitas vezes em detrimento do seu descanso, bem como do acompanhamento familiar.»

O STFCMM relembra ainda que em 2018 foram cumpridas pelos trabalhadores da Soflusa um total de 4000 horas extraordinárias.

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