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Sindicato dos Chefes da PSP interpela ministro: «Isto não nos envergonha?!»

Sindicato Nacional da Carreira de Chefes da PSP enviou carta a Eduardo Cabrita

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O Sindicato Nacional da Carreira de Chefes da PSP enviou hoje uma carta aberta ao ministro da Administração Interna, questionando-o sobre a falta de candidatos ao concurso para formação de agentes da PSP.

«Num momento em que as taxas de desemprego estão a aumentar, não há candidatos para ingressar a carreira de polícia operacional. Porquê Sr. ministro?» questiona o Sindicato na carta enviada a Eduardo Cabrita e partilhada nas redes sociais.

O Sindicato Nacional da Carreira de Chefes da PSP recorda ainda que «até o grau de exigência física foi diminuído» o que permite uma maior abertura à entrada de novos agentes.

Na mesma carta, o Sindicato dá as respostas que considera responderem à questão colocada: «talvez porque os jovens saibam que, ao defender a segurança das populações, correm o risco de ser apelidados de agressores, xenófobos ou racistas» e criticam toda a classe política por promover «reforços positivos demagógicos» para com quem deu origem à necessidade da intervenção policial.

Outro aspecto passa pelos «anos e anos que os jovens demorarão até chegarem perto da zona de origem e os seus vencimentos não sejam suficientes para custear a sua pernoita» e dão como exemplo um ordenado de 789,54 euros, «como pagar dormida em Lisboa, local da 1.ª colocação?».

Focando ainda os «lobbys das classes políticas» e a necessidade de muitos agentes «serem empurrados para os serviços remunerados à porta de supermercados de esquina, ou para a alçada dos municípios que lhes pagam mais e melhor e os reconhecem mais que a sua própria tutela», para o Sindicato, o que está a acontecer na PSP «não é uma questão de momento, mas sim um problema de futuro»,

Questionando ainda a tutela sobre se «isto não nos envergonha? Não faz reflectir sobre o que é essencial?» afirmam ainda que «não é com placebos, não é inventando lugares (Esquadras Complexas) para conseguir promover cúpulas, que a polícia — a tal polícia operacional, a tal polícia que assegura a ordem e tranquilidade pública e o funcionamento institucional e económico — que valoriza os polícias e cria vontade e orgulho em o ser, servindo o seu país, Sr. Ministro».

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