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Sindicato convoca greve de trabalhadores do DIA/Minipreço a 3 de Abril

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O CESP – Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal convocou uma greve na empresa Dia Portugal, que explora os supermercados Minipreço, para o dia 3 de Abril, com greves e piquetes em todo o país.

O CESP anuncia esta greve após uma reunião que teve lugar entre a Comissão Sindical do CESP e a Direcção de Recursos Humanos da Dia Portugal com o objectivo de discutir o Caderno Reivindicativo apresentado pelos trabalhadores em Outubro de 2020.

«Esta empresa apresentou uma subida nas vendas de 7,6% em 2020, mantendo-se como a referência no sector das lojas de proximidade» refere a nota enviada às redações, que acrescenta que «eram grandes as expectativas dos trabalhadores, que especialmente em 2020 provaram o seu profissionalismo e disponibilidade à empresa, colocando a sua saúde e das suas famílias em risco para manter as lojas a funcionar e a vender».

O CESP «esperava que a Dia Portugal valorizasse os seus trabalhadores e que em 2021 desse um sinal claro de reconhecimento, através de aumentos dos salários e de outras matérias de expressão pecuniária que permitissem uma vida digna a todos os que diariamente estão nas lojas e armazéns a produzir lucros para esta multinacional».

Segundo o sindicato, a empresa  não se mostrou disponível para tal e, «além de não dar qualquer resposta a 90% das reivindicações apresentadas pelos trabalhadores, de informar claramente que não existe espaço para qualquer aumento no subsídio de refeição, que não está disponível para corrigir as discriminações salariais que existem entre trabalhadores com a mesma categoria profissional e antiguidade, a Dia Portugal limitou-se a anunciar a aplicação de uma tabela interna que irá diferenciar os últimos 6 níveis da tabela salarial do sector».

A Dia Portugal propôs «aumentos médios de 10, 47€ para pouco mais de 1000 trabalhadores (num universo de mais de 3500), que para além de não dignificarem os salários ou valorizarem as carreiras e antiguidades, ficam bem longe das aspirações dos trabalhadores» o que o sindicato considera «inaceitável».

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