SIM solidário com médicos demissionários do HGO e CDS quer explicações

O Sindicato Independente dos Médicos afirma estar solidário com «os chefes de equipa de medicina demissionários do HGO» e os deputados do CDS enviaram várias questões à ministra da Saúde sobre o assunto.

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Num comunicado intitulado «Esta tudo melhor na Saúde… excepto no Hospital Garcia da Orta», o Sindicato Independente dos Médicos dá conta de estar solidário com «os chefes de equipa de medicina demissionários do HGO.»

«Não é possível uma urgência médico cirúrgica não ter cirurgiões (e não ter a totalidade da equipa de pediatria com pediatras ou o número de obstetras escalados ser insuficiente).

Num Serviço de Urgência que recebe cerca 300-350 doentes por dia, tendo ainda internados à responsabilidade da equipa de medicina cerca de 40 doentes a já depauperada equipa de Medicina (2 especialistas de medicina interna, 1 de infecciologia, um interno de 2o ano de Oncologia, 1 de 1o ano de Reumatologia e um interno de formação geral) não pode assegurar a Cirurgia.

O SIM exige que o conselho de administração ao invés de tentar esconder os problemas cumpra as suas obrigações e os compromissos assumidos e sugere aos médicos que entreguem as minutas de isenção de responsabilidade por carência de meios e irá comunicar a Ordem dos Médicos esta situação.»

Também os deputados do CDS Nuno Magalhães, Isabel Galriça Neto, Teresa Caeiro e Ana Rita Bessa enviaram uma pergunta à Ministra da Saúde, na qual questionam «se é verdade que, por decisão do Conselho de Administração, a Cirurgia Geral vai ser retirada do Serviço de Urgência do Hospital Garcia de Orta, em Almada, e que justificação apresenta a ministra para esta decisão.

Os deputados do CDS questionam depois se a ministra foi previamente informada desta decisão, se confirma que, conforme afirma a Sociedade Portuguesa de Medicina Interna, a assistência segura aos doentes do foro cirúrgico ficará comprometida e pô-los-á em risco, e que medidas vai tomar, de imediato, para reverter esta decisão.

Numa última pergunta, os deputados querem saber se a ministra está em condições de assegurar que, com esta decisão do Conselho de Administração do hospital e com a demissão em bloco destes 25 médicos, o atendimento seguro, atempado e de qualidade aos doentes do foro cirúrgico que a este hospital recorrem não está, de modo algum, em causa.»

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