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SIM/LVT alerta para falta de médicos nas escalas de Urgência no Hospital de Setúbal

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O Secretariado Regional do Sindicato Independente dos Médico/LVT alerta para uma informação que «chegou ao seu conhecimento», sobre a falta de clínicos nas escalas de urgência da especialidade de Medicina Interna no Hospitalar São Bernardo (Centro Hospitalar de Setúbal).

Segundo o comunicado divulgado pelo SIM/LVT as escalas «estão longe de cumprir os níveis de segurança necessários, com vários dias ao longo do mês de Agosto, em que as mesmas integram menos de metade (nalguns casos menos de um terço) dos clínicos exigidos pelos critérios mínimos definidos pela Ordem dos Médicos».

O SIM/LVT considera «esta uma situação inadmissível e que coloca em risco a segurança na prestação de cuidados à população abrangida por esta instituição (com uma área de influência direta de mais de 230.000 habitantes e indireta superior a 320.000 habitantes», e acusa o facto de «os problemas do Serviço de Urgência do C.H. Setúbal são crónicos e amplamente conhecidos, estando rotineiramente presentes na Comunicação Social pelos piores motivos, tendo vindo a ser agravados pela pandemia atual, uma vez que houve necessidade de aumentar o número de espaços físicos para prestação de assistência.

Apesar disso, não tem existido qualquer esforço de melhoria por parte do Conselho de Administração, que parece apenas tentar sobreviver até ao término do seu mandato, no final deste ano, justificando as falhas constantes em várias especialidades como meras ‘situações pontuais’.»

O SIM/LVT aponta ainda que «para agravar esta situação, o aumento atual do número de doentes críticos levou à necessidade de abrir uma segunda Unidade de Cuidados Intensivos, mantendo a escala diária de dois médicos como previamente (por número insuficiente de clínicos contratados da área da Medicina Intensiva), o que resultou no encerramento temporário da Equipa de Emergência Médica Intra-Hospitalar, elemento crucial para a prestação de cuidados na instituição.

Assim, é o Chefe de Equipa de Medicina Interna que, para além dos doentes da Urgência Externa, ainda tem que se desdobrar no apoio ao colega de Urgência Interna (muitas vezes Interno de Formação Específica) nos casos mais graves.»

Por fim, apela «à Direção Clínica, para que possa intervir no âmbito das suas competências, bem como à Direção do Serviço de Urgência, para que quando os critérios mínimos não estejam assegurados comunique com o INEM e encerre a urgência» e exige «ao Governo e à ARS Lisboa e Vale do Tejo a contratação de médicos».


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