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SIM envia pedido de reunião urgente ao Primeiro-Ministro

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O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) enviou um ‘pedido urgente’ para uma reunião com o Primeiro-Ministro, António Costa, depois de várias tentativas para reunir com a ministra da Saúde, «que não se dignou a dar resposta».

O Sindicato declarara-se disponível para contribuir com propostas no combate à pandemia de covid19, quando se inicia a discussão na especialidade do Orçamento do Estado e alertam para que «a situação da pandemia é hoje, infelizmente, muito pior que aquando dos nossos avisos em Março».

O SIM deixa ainda um apelo para que «a ministra da Saúde perca o medo dos sindicatos, receba e ouça os médicos e demais profissionais de saúde num momento de extrema complexidade da pandemia, profissionais esses que têm revelado elevado sentido de responsabilidade e coragem».

No que respeita ao que pretende discutir com o Primeiro-Ministro, o SIM adianta que irá pedir «que no Orçamento do Estado haja efetivo reforço do investimento no SNS, com valorização da carreira médica; seja feito um apelo à contratação de mais médicos para o SNS, que hoje são menos do que em 2019, nomeadamente em cuidados intensivos, serviços de urgência, médicos de família, e de saúde pública» e também à contratação de mais médicos de medicina legal. Para tal é essencial a revisão salarial prometida há 12 anos, que permita atrair e fixar médicos no SNS, concursos sem atrasos, progressões e políticas de verdadeiros incentivos.»

Entre as medidas que o SIM apresenta, encontra-se a obrigatoriedade de os lares, privados e sociais, terem médico próprio; o reforço da proteção dos médicos, com disponibilização adequada, atempada e em quantidade suficiente de equipamentos de proteção individual; a criação de condições que permitam aos médicos de família e aos médicos hospitalares seguirem os seus doentes crónicos, evitando as complicações do aumento das listas de espera para consultas e cirurgias, e o inevitável consequente aumento da mortalidade, para além dos infetados com o SARS-CoV-2.

Relativamente às questões ligadas ao covid19, o SIM solicita a contratação de médicos «para as Áreas Dedicadas Respiratórias (ADR) e Trace COVID-19» e alerta para que «cerca de 1800 médicos de família estão a ser desviados para essas tarefas e estruturas (muitas das quais sem condições dignas de trabalho), ficando impedidos, por imposição do Governo, de seguir correta e regularmente os seus doentes crónicos; que se operacionalize uma estrutura rápida e eficiente que identifique e isole os casos positivos (SARS-CoV-2) e estabeleça um controlo efetivo dos contactos; e apela ao investimento em instalações e equipamento, nomeadamente computadores, centrais telefónicas e impressoras, e em software adequado à prática clínica, com eliminação de tarefas burocráticas, através da implementação de exames sem papel, disponibilização automática de resultados e desmaterialização da requisição de exames em doentes com subsistemas.»

O SIM pede também esclarecimentos ao Governo sobre a atualização da Norma n.º 004/2020, que dispensa teste de cura aos infetados, e «exige que o Governo esclareça igualmente a população, escolas, associações de pais, empresas, autarquias, sindicatos e forças de segurança, poupando centenas de horas de explicações e de degradação da relação médico-doente, dada a incompreensão que os doentes revelam; que se ultrapasse o atraso cruel e insensível na emissão dos Atestados Médicos de Incapacidade Multiuso e na realização de avaliações para atribuição do Complemento por Dependência no domicílio, que prejudica dezenas de milhar de portugueses muitíssimo carentes».

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