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SIM envia carta aberta às ARS sobre desvio dos Médicos de Família para processo de vacinação

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O Sindicato Independente dos Médicos enviou uma carta aberta às ARS sobre o que considera ser um «desvio intolerável» dos Médicos de Família das suas funções nos Centros de Saúde para os processos de vacinação contra o covid19.

A carta resulta de uma reunião que teve lugar no dia 26 de maio, no Ministério da Saúde, entre o secretário de Estado Adjunto e da Saúde e os dirigentes dos Sindicatos Médicos, onde o assunto foi discutido «e na qual o secretário de Estado referiu que as ARS do país, em conjunto, informaram o Governo de que o total de trabalhadores médicos da área de exercício profissional da MGF seria de cerca de 600 elementos afetos àquela missão».

No entanto o SIM alerta para que «aquilo que no terreno se constata, é algo de bem diferente. O número de trabalhadores médicos – sobretudo agora que decorre a vacinação diária de mais de 100.000 cidadãos – não está assegurado por, apenas, 600 de entre nós. Não, o número é bem superior, como facilmente se pode apurar em cada ACES.»

Para o SIM «os nossos doentes não são acompanhados, avultando nisso a não realização de consultas, a indefinida e já catastrófica postergação de rastreios, o não início de terapias, o desacompanhamento dos casos de doenças crónicas, a ausência de vigilância das respetivas complicações, etc.»

E exigem que seja «ordenado o imediato regresso dos trabalhadores médicos aos seus postos de trabalho, para que aí – onde são insubstituíveis – continuem a poder prestar os cuidados de saúde diferenciados próprios da sua especialidade médica.

Se isso implicar, como implicará, mais contratações, pois encete-se os procedimentos concursais indispensáveis; e até lá, determine-se a prestação de trabalho suplementar, nos termos legais e nos volumes horários que se revelem necessários e suficientes. Uma única coisa não se pode perpetuar: persistir no desguarnecimento dos já tão depauperados quadros de trabalhadores médicos de medicina geral e familiar para que estes, dentro do seu período normal de trabalho, continuem a atuar no âmbito da operação nacional de vacinação contra o SARS-CoV-2, com direto prejuízo do seu múnus, isto é, da salvaguarda da saúde dos portugueses, em todos os demais aspetos que este inestimável bem comporta.»

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