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SIM desmente declarações do presidente do CA do Garcia de Orta sobre urgências de pediatria

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O Secretariado Regional de LVT do Sindicato Independente dos Médios, publicou na página do SIM um artigo no qual acusa o presidente do Conselho de Administração do Hospital Garcia de Orta de «aderir ao Clube das Fake News em Saúde», e que «as escalas de Urgência da Pediatria continuam a não estar garantidas nem a situação está sequer mitigada».

Para Nuno Rodrigues «não estão ainda garantidas as escalas de Abril da Urgência Pediátrica do Hospital Garcia de Orta, em Almada», e exige novamente «que se encontrem soluções e se evite a propaganda. A saúde dos portugueses assim o exige.»

No documento, o elemento do Sindicato refere que «é dito que ‘irão ser propostas contratações diretas de dois novos especialistas, cuja concretização se espera poder ocorrer no mês de Maio’, o que é apenas uma mão cheia de nada. Não há Pediatras disponíveis para contratação face às condições salariais oferecidas e à penosidade das condições de trabalho no Hospital Garcia de Orta.»

O SIM desmente também as afirmações de que ‘através de protocolo com o Centro Hospitalar Lisboa Ocidental foi cedida a colaboração de um médico Pediatra para colaboração imediata’, frisando que «a subversão dos concursos permitida pelo Ministério fez com que esta recém-especialista assinasse contrato num outro hospital aparentemente muito menos carenciado, apesar da ausência de vagas a concurso».

Segundo o SIM «a degradação dos serviços levou à saída dos médicos mais experientes e diferenciados. A Administração do Hospital Garcia de Orta acha que colocar uma médica recém-especialista a assumir a Coordenação de uma urgência, com apoio de um médico interno e um prestador com uma média de atendimento diário de mais de 130 doentes e dias com mais de 200 doentes é absolutamente natural…»

Nuno Rodrigues desmente também a afirmação de que ‘foi identificado um médico interno de Pediatria do último ano, que iniciará funções dentro de poucos dias’, afirmando que «não existe nenhum médico nestas condições. É evidente que esta Administração manifesta desorientação e parece querer justificar eventuais futuros cargos.»

Relativamente às declarações do presidente da CA sobre a cedência de um especialista de Medicina Geral e Familiar, ‘com larga experiência anterior na Urgência Pediátrica do HGO, mercê de um protocolo celebrado com a Administração Regional de Lisboa e Vale do Tejo, decorrendo ainda conversações com outros médicos no mesmo sentido’, Nuno Rodrigues afirma que «os Médicos de Família não têm no seu horário possibilidade de garantir SU. A ajuda de outros médicos é habitualmente prestada entre as 18h00 e as 24h00. São médicos empenhados e dedicados mas que não podem ser equiparados nem substituem os especialistas nem os internos de formação específica de Pediatria, tanto na preparação como no horário disponibilizado.»

A «abertura de quatro vagas no próximo concurso nacional, que se prevê ocorra no prazo de três meses» é outro dos aspectos que o SIM contesta, afirmando que «nos últimos meses abriram cinco vagas para a Pediatria sendo que apenas uma foi ocupada. À medida que a degradação do serviço de Pediatria avança, por inação desta Administração, menos provável será conseguir captar novos especialistas».

Elogios vão apenas para a proposta de criação de «medidas que podem contribuir para reduzir a afluência à urgência pediátrica, através de uma larga campanha de informação e sensibilização dos pais de crianças até aos 12 anos, com a colaboração das autarquias e escolas dos concelhos de Almada e Seixal», afirmando o SIM que «finalmente uma medida sensata, curiosamente a única que não depende na totalidade da Administração do Hospital Garcia de Orta e a única que não resolve o problema de curto prazo de falta de Pediatras na urgência… Pediátrica!».

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