Almada

SIM critica Governo por novo encerramento de urgências pediátricas no HGO

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O Sindicato Independente dos Médicos emitiu um comunicado sobre novo encerramento das urgências pediátricas do Hospital Garcia de Orta e frisa que «por falta de Especialistas em Pediatria esta urgência vai mais uma vez encerrar durante todo o fim de semana. Aquilo que quando muito seria uma exceção começa a ser a rotina!».

Segundo o SIM, «as soluções miraculosas como as aventadas pelo ex-Secretário de Estado Adjunto e da Saúde que vislumbrou a solução mágica com o reforço de Pediatras de outras instituições nomeadamente do Norte do País e cedidos pelas Misericórdias (uma vez que os prestadores de serviços avulsos mesmo recebendo mais que os médicos do quadro não colmatam as carências) saíram furadas».

O Sindicato aponta o facto de ter vindo a alertar para «a degradação progressiva da prestação de cuidados, da fuga dos médicos para o privado onde trabalham menos e são mais bem pagos, do estado de exaustão dos médicos que têm vindo a assegurar o serviço dia, noites e fins de semana, e que progressivamente deixam de pactuar com as insuficiências e de conseguir lidar com a angústia em que em muitos casos se torna trabalhar num serviço de urgência».

Além das críticas, o SIM deixa alguns conselhos ao novo Governo no sentido de «quem manda tem de inverter a postura e reganhar o capital humano; tem de estabelecer prioridades. E essas prioridades têm de ser outras que não a Banca e o escandaloso perdão das dívidas fiscais».

O SIM aponta dois vetores decisivos como a negociação de uma grelha salarial, «que já deveria ter ocorrido em janeiro de 2015 nos termos do acordo celebrado em 2012 com o Governo da República, de forma a poder responder à feroz concorrência do setor privado e do estrangeiro, tal como foi invocado em tempos a propósito da Caixa Geral de Depósitos»; e a reintrodução de um regime de Dedicação Exclusiva, voluntária «e que economicamente incentive a fixação de trabalhadores médicos no SNS, não dependente de ganhos quantitativos de produtividade».

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