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SIM acusa Governo de ‘abandonar e esquecer’ necessidades médicas dos idosos nos lares

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O Sindicato Independente dos Médicos alerta para a necessária «atenção e contratação de Médicos para os lares» e questiona o Governo sobre «a atuação das Brigadas de Intervenção Rápida, anunciadas com pompa e circunstância pela Segurança Social, sobre as quais nada consta ainda».

Num comunicado emitido este domingo, o SIM acusa os responsáveis de «uma postura de indiferença que persistiu até estalar o atingimento pela pandemia de COVID-19 neste setor, o pânico se instalar em utentes e profissionais, responsáveis dos lares e autarcas, se desencadear a legítima preocupação dos seus familiares e vergonhosamente ser admitido que existem funcionários com Covid a trabalhar».

O SIM indica que «desde Março de 2020 tem vindo a chamar a atenção para a necessidade de se protegerem os idosos, sobretudo aqueles que se encontram institucionalizados em lares e ERPI (Estrutura Residencial para Idosos).

Chamámos repetidamente a atenção para a obrigatoriedade de contratação de médicos para assistência a estes espaços», apelo que foi feito às ministras da Saúde, da Segurança Social e ao Primeiro-ministro «sem qualquer resposta.

Tivemos sim como resposta a falsa e ignóbil acusação de cobardia dirigida aos médicos que, apesar de não ser sua atribuição, acorreram ao lar de reguengos em socorro dos idosos infetados.»

O SIM destaca as notícias de surtos de covid19 em mais de 20 lares de norte a sul do país, e que «apesar dos vários alertas do SIM, os lares continuam sem quadro clínico próprio como a grande maioria das ERPI, sejam eles privados ou do sector social realidade agravada pelos vários lares clandestinos, e sem campanhas de prevenção e detecção precoce porque os Ministérios da Saúde e da Segurança Social, e em última análise as ARS, ‘assobiam para o lado’ ou ainda mais grave anunciam ter a solução com as brigadas de intervenção rápida, cuja atuação ainda não saiu do papel para o terreno.»

O SIM relembra que «quem acorre os idosos abandonados e esquecidos nos lares? Os do costume. Os Médicos de Família e os Enfermeiros de Família, que cobardemente abandonam o seu local de trabalho e os seus doentes para, indevidamente, apagarem fogos deixando a descoberto os seus mais de 1900 utentes, uma lista que já exige um trabalho sobre-humano. A esta imposição de semi-abandono dos utentes somam se quase 900 mil pessoas sem médico de família!

E o pior ainda pode estar para vir, sabendo nós como a manta é curta…»

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