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Shinzo Abe, ex-primeiro-ministro do Japão, morre baleado em comício

Antigo primeiro-ministro japonês participava num comício eleitoral quando foi baleado

Ex-primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, de 67 anos, morreu depois de ter sido baleado durante um comício eleitoral, na cidade de Nara, esta sexta-feira, segundo avança a NHK.


Inicialmente o antigo governante foi transportado para hospital de helicóptero, em estado muito grave e sem apresentar sinais de vida.

Terá sido alvejado com dois tiros pelas costas, do lado esquerdo e no pescoço. Acabou por não resistir aos ferimentos.

A arma utilizada para o ataque seria de tamanho grande e de fabrico caseiro.

Quem é Tetsuya Yamagami?

O alegado autor do ataque, identificado como Tetsuya Yamagami, de 41 anos, foi detido no local e a arma apreendida. Terá descrito às autoridades que estava insatisfeito com Abe e que quis matá-lo.

Trata-se de um natural de Nara, desempregado e ex-membro da força naval do país, onde trabalhou durante três anos, até 2005.

Reacções:

O povo japonês, os partidos políticos e os líderes mundiais já expressaram o choque e condenaram o assassinato.

O governo japonês já reprovou o incidente garantindo que “a barbárie não pode ser tolerada, independentemente da razão da pessoa, por isso condenamo-la fortemente e faremos o nosso melhor para ajudar”. Também o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, manifestou-se “chocado e entristecido com o ataque cobarde”.

Por sua vez, o presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, afirmou que o crime “suscita a maior indignação”, transmitindo “ao parlamento e a todo o povo japonês a mais profunda solidariedade”. Já o embaixador de Portugal no Japão, Vítor Sereno, disse estar “chocado” com as notícias.

Também já reagiu o ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, destacando que “Portugal condena o ataque contra o antigo primeiro-ministro Shinzo Abe”. “Não há lugar para a violência na política”, disse.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros do G20 expressaram “condenação” face ao ataque, com arma de fogo, contra o ex-primeiro-ministro japonês. Da mesma forma, o secretário-geral da NATO, diz-se “profundamente” chocado com o “odioso” atentado contra Shinzo Abe.

A violência política é rara no Japão, tratando-se de um país com regulamentações rígidas sobre armas. Segundo as sondagens, o Partido Liberal Democrático (PLD) de Shinzo Abe e do atual chefe do Executivo, Fumio Kishida, estão em vantagem em relação aos partidos da oposição

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