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Palmela | Transporte escolar não está assegurado. Alunos em risco de faltar às aulas

O novo ano letivo arrancou na última semana, entre os dias 12 e 16 de setembro, e, face aos vários problemas inerentes à operação da Carris Metropolitana na margem sul do Tejo, até antes do seu início era temida a situação que está a acontecer – várias queixas têm sido feitas pela falta de cumprimento de horário e supressão de carreiras.

Este incumprimento leva a que os estudantes não consigam apanhar o transporte até à escola, com a possibilidade, no limite, de serem obrigados a regressar a casa, perdendo um dia de aulas. As reclamações chegam de linhas que abrangem as zonas periféricas e que fazem ligação com as vilas e centros urbanos onde estão localizados maior parte dos estabelecimentos de ensino.


“Há falta de transportes para as escolas de Poceirão e Águas de Moura. Os alunos estão a chegar tarde à escola e quando saem às 17h, chegam a casa às 20h30, por falta de autocarros!”, informa um cidadão residente no concelho de Palmela, ressalvando a falta de transporte para “Palmela e Pinhal Novo”, com os “transportes públicos que deveriam passar por Cajados e Vale da Abrunheira” que “também não têm passado”.

A acrescentar à impossibilidade de deslocação até à escola, que possa eventualmente acontecer e que acarreta inevitavelmente uma perda de matéria lecionada pelos professores, está o pagamento “do passe mensal, que não é usado, porque não há autocarros”, comunica munícipe.

“A minha filha ainda não usou o passe dela para Setúbal, que foi pago para todo o mês, porque o autocarro não chega a horas marcadas. Os horários não estão a ser como eram os da TST. Dizem que há mais autocarros, mas e os horários para quem trabalha? Para quem estuda? Para quem tem outros filhos para tratar e por na escola para o autocarro seguinte? Onde está os apoios da Carris Metropolitana?” desabafa um cidadão ao Diário do Distrito.

Também há um apontamento deixado para existir “cada vez menos abrigo para quem apanha autocarro”, com um sentimento de “injustiça” e necessidade de “compreensão para com o cidadão”, que “nem sempre mora na cidade principal com o trabalho junto à porta de casa”.

Ao que foi apurado, a resposta dada aos cidadãos pelo Primeiro Secretário da Área Metropolitana de Lisboa, que expuseram a situação, foi a de que “na zona de Setúbal e Palmela estão a verificar-se várias falhas porque a empresa não está a cumprir com o que está contratado”, sublinhando-se ainda que a mesma “está a ser multada por não estar a cumprir”, com a nota de que “não é o que se quer”, mas sim “que cumpram com os horários” e com a proposta de “uma reunião com os interessados e prejudicados, com data a marcar”.

Relembre-se de que a Carris Metropolitana começou a operar, com os novos autocarros amarelos, a 1 de junho nos concelhos de Setúbal, Alcochete, Moita, Montijo e Palmela (área 4), substituindo a conhecida TST. Desde então, são comuns as queixas diárias dos cidadãos às autarquias e às próprias entidades responsáveis e operadora dos vários constrangimentos que o novo serviço está a causar.


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