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Setúbal | Bombeiros Sapadores criticam a autarquia em reunião de câmara

Os representantes do sindicato dos bombeiros de Setúbal e Sapadores, demonstraram o seu descontentamento na última reunião de câmara, realizada esta quarta-feira dia 20 de julho, para com a resolução de problemas “inexistente” por parta da Câmara Municipal de Setúbal.

Após o final da ordem de trabalhos do dia e das votações estarem concluídas, foi a vez dos bombeiros de Setúbal usufruírem da palavra na reunião de câmara. O porta voz dos soldados da paz começou por enunciar que “existem conversas com a câmara”, no entanto, não são “consistentes”, afirmação que o presidente da Câmara Municipal de Setúbal, André Martins, desmente.


“Foi dito pela vice-presidente, Carla Guerreiro, que os bombeiros desistiram das negociações, mas isso é falso”, exprime o corpo de bombeiros de Setúbal ao acrescentar que o caso foi “empurrado” para o tribunal.

Os bombeiros ainda expõe que o quartel de Sapadores “deveria ter por lei” 27 operacionais por turno, tal que não acontece, revelando que, por turno, encontram-se cerca de 13 bombeiros mais estagiários, tais que aos olhos da lei, ainda não são considerados bombeiros oficiais aptos para designar a profissão, assim não entrando nos números obrigatórios de profissionais por turno.

André Martins defende-se das acusações, ao que dizer que mantem contacto, tanto com a proteção civil e com os bombeiros, visto que é uma responsabilidade direta do presidente. Acrescenta, perante as acusações, que tem muito orgulho das forças de combate aos fogos de Setúbal, mas que, para averiguar as queixas, precisa de mais tempo, pois o município tem “muitas responsabilidades a serem tratadas todos os dias”.

Ainda na mesma intervenção o autarca revela que a câmara gasta 4 milhões de euros por ano com os bombeiros, ao mesmo tempo que chama novamente o Estado para assumir responsabilidades no pagamento e manutenção dos bombeiros Sapadores, visto que “agem em prol da nação”.

Os bombeiros voltaram a revidar ao dizer que, no orçamento de 4 milhões mencionado por André Martins, também se encontra “a despesa da proteção civil”.

O vereador Fernando José (PS) e a vereadora Sónia Martins (PSD) também acusaram o presidente da autarquia, de empurrar as responsabilidades para o tribunal e para o Estado. Quem saiu em defesa destas acusações foi o vereador Carlos Rabaçal (CDU), que disse que os bombeiros de Setúbal tinham um défice de 10% nos apoios estatais em relação a outros concelhos, referindo que o problema reside na falta de “revisão do estatuto profissional dos bombeiros”.

Os ânimos dos bombeiros estavam exaltados no final da sessão, com o sublinhar de que já “estão fartos de ouvir o presidente a dizer que vai averiguar” e que “nunca resolve nada”.


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