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SETÚBAL – Bloqueio custa 18 mil euros mas câmara garante reajustamentos

A circulação automóvel foi interrompida na Estrada Nacional que liga a Figueirinha ao Creiro, interrupção realizada com a instalação de cancelas, que levou a autarquia setubalense a gastar mais de 18 mil euros para o condicionamento do tráfego.

A decisão foi muito contestada por alguns populares daquela cidade quando a Câmara Municipal de Setúbal decidiu condicionar o tráfego rodoviário entre o túnel da Figueirinha e o Creiro em pleno Parque Natural da Serra da Arrábida.

A solução passou por várias contestações e até protestos que levaram vários cidadãos à Praça do Bocage e no local simbolizaram uma praia.

No passado dia 14 de junho a Câmara Municipal de Setúbal adjudicou a uma empresa da cidade a prestação de fornecimento de cancelas para o condicionamento do tráfego naquele troço e para o condicionamento do acesso ao Portinho da Arrábida.

O valor da adjudicação foi de 18.490 euros que acresceram de IVA, pagando a autarquia 22.742.70 euros à empresa que ficou encarregue de fornecer as cancelas.

Fonte próxima da autarquia adiantou ao Diário do Distrito que foram colocadas ao todo cerca de seis cancelas fazendo um total 3.156 euros cada cancela.

O Diário do Distrito solicitou um esclarecimento à autarquia sadina, que em comunicado emitido pelo Gabinete da Presidência explica que a factura se refere à encomenda de seis cancelas eléctricas que não foram instaladas, devido ao receio de actos de vandalismo que danificassem os sistemas eléctricos, situação que viria a acontecer, «tendo sido danificada uma das cancelas de ferro que foram instaladas».

Dessa forma, «o grupo que, na Câmara Municipal coordena as questões relacionadas com as praias, que além do município integra várias entidades oficiais, optou por não as instalar e substituir estas por cancelas de ferro mais simples».

O valor será reajustado, segundo garante a autarquia: «o processo de correção do fornecimento destas cancelas elétricas e respetivos equipamentos complementares está em curso de forma a ajustar o valor contratado na nota de encomenda ao que terá de ser efetivamente pago, valor que é, naturalmente mais baixo. Trata-se de um processo normal no funcionamento de qualquer organização».

Na nota é ainda explicado que «além das cancelas elétricas, o valor da requisição incluía ainda o fornecimento de vários equipamentos complementares necessários ao funcionamento destes mecanismos».

No final, o Gabinete da Presidência lamenta que «este episódio, nascido nas redes sociais, demonstra bem a forma leviana como são divulgados documentos oficiais sem qualquer explicação e contextualização. Tudo indica que nascem de uma campanha concertada, dirigida por alguns, poucos, que elegeram estas redes como forma de fazer baixa política.»



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