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SETÚBAL – Ameaça a roazes durante dragagens pode parar processo

O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente assegurou esta tarde, durante a audiência parlamentar, que o impacto das dragagens do Porto de Setúbal será monitorizado e que a obra poderá parar em caso de serem verificadas situações de ameaça aos roazes do Sado.

“Estarão em permanência nas dragas especialistas que vão poder decidir a interrupção imediata dos trabalhos, caso não ocorram avistamentos de roazes. Além disso, durante os meses de Maio a Outubro os trabalhos também estarão interrompidos, para salvaguardar o período de acasalamento.”

Nuno Lacasta garantiu que “a lei foi estritamente cumprida na elaboração do Estudo de Impacte Ambiental”, respondendo ao pedido urgente feito pelo PAN e pelo PSD para uma audição, após o Governo ter deferido um pedido de autorização da Administração do Porto de Setúbal para avançar com dragagens no Sado.

O presidente da APA afiançou ainda que o parecer daquele organismo foi favorável, mas apontou uma série de condicionantes e medidas de intervenção em função do impacto das obras na comunidade de roazes e zonas ambientalmente sensíveis, como bancos de corais, pradarias marinhas e sapais, que serão tidas em conta por uma monitorização constante por várias entidades.

“A APA desempenhará o papel de guardião deste acompanhamento”, afirmou, admitindo que as dragagens previstas são de “grande dimensão”.

Já sobre as zonas de pesca, garantiu que a zona de intervenção tem pouco impacto para os pescadores da área, porque a pesca “praticamente não se desenvolve no local onde está prevista a intervenção”.

As areias dragadas para a expansão do porto poderão ser utilizadas para o assoreamento das praias da Arrábida, sendo que pode vir a ser estudado o impacto que o eventual assoreamento terá no ecossistema que, entretanto, se formou devido à perda de areia daquelas praias.

As dragagens, que numa primeira fase retirarão 3,5 milhões de toneladas de areia do estuário, têm merecido a contestação de diversos movimentos cívicos de Setúbal e de associações ambientalistas como a Zero e a Quercus, por considerarem que põem em causa a classificação ecológica do Estuário do Sado e a proteção de golfinhos.



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