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Sesimbra perde urgências no centro de saúde

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Depois de ser noticiado o caos em que as urgências dos hospitais se encontram (especialmente o de Setúbal e o Garcia de Orta), o estado dos centros de saúde não está muito melhor. Em relação ao Hospital de São Bernardo, os três autarcas da Arrábida pediram uma reunião de emergência com o ministro da saúde para resolver esta situação. Sesimbra está cada vez mais sem uma assistência médica de qualidade, o que afeta especialmente a população da vila, que é a freguesia mais envelhecida.

Em Sesimbra já não existem clínicas que façam exames complementares, como é o caso de mamografias ou TACs, e se tiver uma dor de dentes tem de se deslocar para Setúbal. Antigamente, a vila tinha uma maternidade (local onde uma boa parte de uma geração mais velha nasceu) e um serviço de radiologia. Já a partir do dia 9 de dezembro, o atendimento complementar prestado pela AC de Sesimbra não vai ser efetuado.

Este encerramento vai acontecer nos dias uteis e é uma decisão das autoridades de saúde. Esta decisão foi tomada por, entre outras causas, não existe (há mais de 3 meses) um médico que esteja em escala e possa realizar este serviço. Durante os fins-de-semana e feriados o AC mantém-se em funcionamento. Mesmo aos fins-de-semana, desde há um mês que as urgências no centro de saúde de Sesimbra estão a funcionar com muitas falhas, já que se tentava ter uma consulta e a mesma não era dada.

O atendimento ao fim-de-semana, que ainda se mantém, poderá também ter os dias “contados” se atual situação não mudar. Quem tiver um médico de família no centro e a respetiva consulta agendada continuará a ser atendido. Esta decisão, do desagrado dos sesimbrenses, não é vista como uma surpresa. Muitos defendem que as administrações, tanto a atual como a anterior, do centro de saúde não tomou as providências necessárias para colmatar esta decisão que toma uma especial importância no período de inverno, onde os vírus respiratórios atingem com especial força.

Se o SNS não dá resposta, muitos viram-se para seguros de saúde que garantam que tem um médico quando precisam dele. Enquanto o novo centro de saúde não entra em funcionamento (o edifício está quase concluído), o que deve acontecer no primeiro trimestre do próximo ano, os sesimbrenses devem aguardar por dias com melhor e mais saúde.


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