Economia

Será o “delivery” a solução para a nova vida do comércio local?

Fruto das diversas medidas de contenção da pandemia, uma grande parte do comércio local viu as suas operações fortemente limitadas obrigando-se a tentar formas alternativas de negócio.

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As entregas, ou “delivery”, apresenta-se como uma delas, mas será esta a solução para a nova vida do comércio local? É a isso que vamos tentar responder ao longo deste artigo.

Comportamento do comércio local ao longo da pandemia

Todas as incertezas e limitações impostas pela pandemia tiveram um forte impacto em todas as dimensões da atividade humana. O comércio tradicional não foi excepção, mas com assimetrias dignas de realce. Se, até janeiro deste ano, o retalho alimentar tradicional mostrou uma particular resiliência com uma evolução positiva constante ao longo de todo o 2020 e no primeiro mês de 2021, altura em que a sua faturação registou, segundo dados do relatório REDUNIQ Insights, um crescimento de 84% face ao mesmo período do ano passado, outras categorias normalmente associadas (papelarias e eletrodomésticos & tecnologia) ao comércio tradicional não tiveram a mesma sorte.

Seja pelo atendimento personalizado – o reconhecido tratamento personalizado e ambiente intimista acaba por ser ainda mais valorizado num momento de maior distanciamento social –, ou ainda, pela atitude solidária com as dificuldades que os pequenos negócios enfrentam nesta fase, a verdade é que os consumidores têm, até pelo que indicam os números, dado uma enorme ajuda na sobrevivência do comércio tradicional ao longo desta pandemia.

E é pelos consumidores e pela mudança dos seus hábitos de consumo que o delivery aparece como solução.

Comércio local e delivery

As medidas de contenção da pandemia (confinamentos, recolheres obrigatórios, etc.) como afloramos no início deste artigo levaram o comércio tradicional a procurar meios alternativos de servir os seus clientes em total cumprimento com as regras das autoridades governativas.

Assim se abriu a porta ao delivery. Através de um formato simplista como um telefonema ou uma mensagem, na qual o cliente faz o pedido do que precisa comprar, até um formato mais estruturado – e até tecnologicamente mais avançado –, como uma loja online (própria, em marketplace ou até nas redes sociais), o comércio local tem encontrado no delivery uma nova fonte de rendimento.

Para além de plataforma de sobrevivência, o delivery também ajuda a manter a identidade do comércio local com o “bom dia dona Carla, tem aqui a sua encomenda” ou o “trouxe os seus biscoitos favoritos como oferta” a deixarem a loja e a serem transportados para a porta de casa do cliente.

E-commerce e delivery confluem para uma experiência de compra mais completa

Que o delivery é uma das soluções não parecem existir grandes dúvidas, pelo menos durante o confinamento obrigatório. Além das exceções reconhecidas pela lei do Estado de Emergência, o comércio local está, genericamente, de portas fechadas e só o delivery e o e-commerce (este em articulação com o primeiro) permitem a estes negócios manterem-se a laborar.

Aliás, falar de uma estratégia de negócio que se foque única e exclusivamente no delivery e oblitere o contributo do e-commerce é excluir, à partida, uma das ferramentas que tem permitido a muitos comerciantes sobreviverem durante esta pandemia.

Para se ter uma noção, de 2018 para 2019, verificou-se um crescimento de 20% das vendas online (B2C) e para 2020 espera-se um crescimento entre os 40% e os 60%, de acordo com o CTT e-commerce Report.

Impossibilitado de ter a porta aberta, os variados negócios de que se compõe o comércio local têm no e-commerce não só uma plataforma privilegiada para “levarem a sua mensagem” a mais consumidores fazendo uso de todo o potencial comunicacional e de marketing oferecido pela Internet (redes sociais, por exemplo), como também uma forma de adequarem os seus serviços aos novos hábitos de consumo.

Assim, com a confluência entre e-commerce e delivery, um negócio local consegue vender a um maior universo de consumidores e, simultaneamente, fazer a entrega dos produtos comprados online ao domicilio mantendo, na medida do possível, a proximidade com os seus clientes.

Seja através de marketplace/shopping online – para quem não dispõe de grandes conhecimentos técnicos, muito investimento ou então velocidade para ser mais rápido a aderir ao digital – ou através de loja online própria, a migração para o mundo digital é um sinal claro de que o comércio local encontrou nesta pandemia uma forma de se reinventar.

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O projeto comunitário Go Small or Stay Home em Lisboa e a iniciativa que junta o município de Espinho, comércio local e app CTT – são dois excelentes exemplos de como e-commerce e delivery se complementam.

Enquanto o primeiro é um site comunitário que vai reunindo, bairro a bairro, o comércio local onde se pode abastecer, evitando aglomerados em grandes superfícies e ajudando os pequenos negócios, o segundo é um projeto orientado para os comerciantes a retalho em estabelecimentos com porta para a rua e para os consumidores do concelho e da região que também permite que consumidores de outras regiões de Portugal adquiram os produtos dos comerciantes de Espinho.

O utilizador que descarregar a app CTT – Comércio Local, vai aceder às lojas online dos comerciantes de Espinho aderentes e, assim, realizar as suas compras a partir de casa, com comodidade, segurança e facilidade. A app possui transação comercial e operação logística integrada, ou seja, o processo de pagamento e a entrega das compras em casa será assegurada pelos CTT.

Pagamentos diferenciados em e-commerce facilitam processo de compra

Vender em loja física ou em loja online são dois universos distintos que merecem abordagens diferenciadas. Logo à partida, a natureza competitiva do e-commerce torna mais difícil a fidelização de clientes.

À mínima dificuldade no processo de compra, o e-shopper abandona o site ou marketplace e procura uma alternativa no “vizinho do lado”. Isto é particularmente visível no checkout (finalização de compra).

A oferta desadequada de meios de pagamento adaptados às vendas à distância pela Internet e a um perfil de consumidor que privilegia os pagamentos móveis através do smartphone, é um fator decisivo no abandono do carrinho de compras antes da conclusão da compra.

Para que os pagamentos em lojas online não sejam um problema, a opção deve recair por uma solução e-commerce que contemple, por exemplo, os pagamentos por referência multibanco ou através de carteira digitais como o Apple Pay.

A oferta deste género de tecnologias nos pagamentos é generosa em Portugal. Tome-se por exemplo a REDUNIQ e as diferentes soluções em matéria de pagamentos que se adequam não só às especificidades dos negócios digitais, como às necessidades do consumidor.

A primeira dessas soluções é o [email protected].

Esta solução desenvolvida pela REDUNIQ, permite pagamentos por Whatsapp, e-mail ou SMS, com cartões Visa e Mastercard, sem necessidade de ter um site ou de integração com a loja online do comerciante.

De forma simples e segura, o @Payments disponibiliza uma plataforma, otimizada para smartphones e tablets, onde o comerciante cria um link, que pode ser enviado por e-mail, SMS ou WhatsApp. O consumidor recebe o link, clica, e vai para uma página segura REDUNIQ, que garante o comerciante não tem acesso aos dados do cartão em nenhuma fase do pagamento.

Falar em opções de pagamento que vão ao encontro do perfil de consumidor não estaria completo sem falarmos dos pagamentos por referência multibanco, forma preferida pela grande maioria dos consumidores portugueses.

Da necessidade de acomodar este tipo de pagamentos, a REDUNIQ fez nascer o Pagamento de Serviços, uma solução que permite a uma loja a uma loja a vender que faça vendas à distância e pela Internet aceitar pagamentos por referência multibanco e MB Way, e que pode ser de forma integrada no site do cliente (integração ainda mais simples no caso de o comerciante deter a solução REDUNIQ E-Commerce).

No caso de o comerciante vender online sem site através das redes sociais, pode aceder a esta solução de pagamento através de um simples acesso à plataforma da REDUNIQ e sem necessidade de integração.

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